A “Polícia Pacificadora” de Rodas: Uma UPP na USP?

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Viatura da “Polícia Pacificadora” de Rodas

O reitor-interventor João Grandino rodas está dando continuidade no seu projeto de transformar a USP num presídio, o “Carandirusp”.

depois de assinar o convênio USP-PM, prender, processar e expulsar estudantes, colocou um coronel da PM no comando da Guarda Universitária, câmeras escondidas no bandejão Central e em locais ainda desconhecidos e aprovou a instalação de torres elevadas para vigilância nos estacionamentos, entradas e saídas e também a instalação de cancelas para controlar a entrada de pedestres no campus. A novidade, comandada pelo coronel Luiz de Castro Júnior, é a PPUSP (Política de Prevenção e Proteção da USP) ou se preferir, Polícia Pacificadora da USP. esse corpo policial substituiria a atual Guarda Universitária. O projeto ainda não está completamente implantado, mas já está encaminhado. A nova polícia uspiana será administrada pela Superintendência de Prevenção e Proteção Universitária.

As viaturas da “polícia pacificadora” de rodas já estão circulando pelo campus butantã. Algumas com o logotipo nos carros de cor cinza, outras sem o logotipo, o que faz com que fiquem “camuflados” durante a noite, principal período em que essa nova tropa de rodas circula pelo campus.

Para alguns, principalmente os calouros, ela foi apresentada por meio de uma cartilha entregue nas matrículas no começo do ano. Nesta cartilha, que analisaremos em detalhe nos artigos das próximas edições do USP Livre!, é apresentada toda a “filosofia” desta nova guarda.

A principal é a “Cultura da paz”, um cinismo sem precedentes por parte da reitoria diante da enorme repressão sofrida por estudantes, trabalhadores e professores sob o tacão da gestão rodas/PSdb/PM.

Um dado importante que invalida toda a ladainha de “Cultura da paz” é que, segundo o próprio coronel, a existência da PPUSP não vai diminuir a presença da PM na universidade, ou seja, se a “cultura da paz” não funcionar, a Polícia Militar entra para resolver, na força, qualquer “conflito”.

Não é difícil supor que esta nova tropa do reitor-interventor vai agir nos mesmos moldes que a PM tem atuado no campus: dando enquadros em estudantes, atuando como força de contenção da mobilização política na USP, isto é, como uma verdadeira tropa de ocupação da Cidade Universitária.

Como este tema requer uma grande discussão, esta matéria propõe a abertura de um debate sobre o tema, entre os leitores e colaboradores do Jornal da USP Livre!, para que possamos aprofundar a avaliação e compreensão do problema. escreva para nós: usplivre@hotmail.com

 

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Desenho ilustrativo das plataformas de vigilância nos estacionamentos.