Estudantes, professores e funcionários em greve na Universidade Estadual de Goiás

Estudantes, professores e técnicos administrativos de cinco unidades da Universidade Estadual de Goiás (UEG) entraram em greve, em protesto contra sucateamento da universidade e pelo direito a moradia.
Na última segunda-feira, dia 6, ocorreu uma  Assembleia Geral que contou com a participação de 10 unidades da UEG: a de Morrinhos, Santa Helena, Itumbiara, Minaçu, Formosa, Itapuranga, Eseffego, Cora Coralina (Cidade de Goiás), CET e CSEH.
Os campi da UEG sofrem com o completo sucateamento. Os estudantes reclamam que os prédios que foram construídos há mais de 50 anos passaram por poucas reformas. Existem infiltrações no teto e nas paredes e o piso de taco das salas de aulas estão podres.
Os estudantes sofrem com a falta de professores. No curso de Arquitetura, um dos que aderiram à paralisação, os alunos foram obrigados a unir turmas diferentes para viabilizar as aulas. Na Engenharia Civil, laboratórios foram fechados por falta de técnicos administrativos. A reitoria colocou em marcha ainda um amplo processo de terceirização e os professores contratados recebem metade do salário de um efetivo. “A UEG tem atualmente 2.133 professores em seu quadro, dos quais 1.317 temporários, o que corresponde a 61,74% do total (na Universidade Federal de Goiás, esse índice é de 13%). A rotatividade é grande, em função dos salários” (www.clipping.ueg.br).
Na maior parte das faculdades não existem moradias estudantis de fato, mas antigos casarões adaptados para receber os estudantes. Nestas casas, a situação é tão precária que até os porões são transformados em quartos.
A moradia na UEG só pode ser conseguida com a luta do movimento estudantil. Entre estes casos, o que mais se destaca é o do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo, conhecido como CRUSP, que foi conquistado após uma ocupação. É necessário ampliar a greve para garantir o direito a permanência estudantil.
Veja abaixo as reinvindicações da greve:
 “1 – Aprovação da reformulação do Plano de Cargos e Vencimentos dos professores (Lei nº 13.842/2001), conforme pré-projeto encaminhado à V. Exa. pelo magnífico Reitor da UEG. Execução: imediata.
2-  Realização de concursos públicos para docentes e funcionários técnico-administrativos para preenchimento de todas as vagas existentes no quadro da Universidade. Execução: a partir do 2° sem. 2013.3-

3 – Reajuste de 14,51% mais aumento real de 10%, perfazendo o índice total de 26% para os vencimentos básicos dos docentes e funcionários técnico-administrativos em parcela única. Execução: abril de 2013.
4-  Construção de Restaurantes Universitários em todas as unidades, iniciando pelas que funcionam durante mais de um turno diário. Execução: imediata com conclusão em 2013
5 – Construção de moradias estudantis. Execução: imediata com conclusão em 2013.
6 – Reforma, ampliação e construção da infraestrutura das unidades, conforme as necessidades apresentadas. Execução: imediata com conclusão em 2013
7 – Ampliação e atualização do acervo das bibliotecas. Execução: imediata.
8 –  Ampliação das bolsas estudantis, assegurando os recursos necessários à concretização dessa medida (bolsa permanência, bolsa de iniciação científica, bolsa monitoria, bolsa estágio). Execução: imediata.
9 –  Equiparação salarial entre funcionários técnico-administrativos efetivos e não efetivos, de acordo com a titulação. Execução: abril de 2013.
10 –   Aplicação do regime da CLT aos contratos de professores e funcionários não concursados/efetivos e eliminação dos atuais contratos temporários. Execução: imediata”. (http://movimentomobilizaueg.blogspot.com.br)