Direção da FFLCH quer câmeras e catracas na faculdade

camerassegurancafotomarcossantos002A atual diretoria da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), sob o comando de Sérgio Adorno, está licitando câmeras para serem instaladas nos prédios que compõem a mesma. O projeto foi revelado na reunião da Comissão de Qualidade de Vida e Segurança do curso de Letras, em que a proposta foi apresentada para que esta, em nome do curso, aprovasse a instalação de câmeras.

Durante a discussão deste ponto, alguns professores chegaram a se manifestar a favor da instalação de catracas, como uma medida complementar às câmeras. Segundo esses, o motivo principal seria a falta de segurança na faculdade, apesar de não terem discutido qualquer estudo ou estatística que comprove essa afirmação.

A situação na FFLCH não é isolada. Desde que o reitor João Grandino Rodas foi imposto, centenas de novas câmeras foram instaladas pela USP, já havendo, inclusive, dentro de algumas faculdades, como ocorre na FEA. Além disso, o governo estadual, responsável pela USP, está instalando câmeras também nas escolas públicas estaduais, o que revela que não se trata de casos isolados, mas da política tucana para a educação.

Na FEA há, ainda, o plano de instalação de catracas que foi aprovado através de uma manobra no último ano. Na própria FFLCH, uma portaria imposta em 2010, aumentou as cobranças contra os alunos e também previa a instalação das catracas, mas a medida foi retirada, devido a sua grande impopularidade.

O discurso da falta de segurança foi o mesmo usado por Rodas para justificar o convênio da USP com a Polícia Militar. A atuação da PM na universidade, no entanto, revela que o discurso é uma farsa, pois, além de não haver qualquer dado que prove tais problemas, a polícia atua na universidade com o claro objetivo de reprimir mobilizações estudantis e de professores e funcionários.

O mesmo diretor que pretende aumentar o controle sobre os estudantes da faculdade em que mais há mobilizações contra a ditadura na USP, foi repudiado na época de sua eleição por defender a proposta de divisão da FFLCH. Além disso, ele também está agindo em todos os cursos para acabar com os espaços estudantis.

Os estudantes da USP devem responder a mais este ataque à universidade. O aumento do controle visa coagir os estudantes a não se manifestarem e tornar o acesso das faculdades cada vez mais restrito, facilitando a privatização da universidade ao restringir o acesso a um espaço público.