Unesp: CARTA DE ESCLARECIMENTOS PELA OCUPAÇÃO DA REITORIA

Publicamos aqui carta recebida pelo USP Livre! do Comando Estadual de Greve Estudantil da Unesp

A crise educacional no estado de São Paulo não é novidade, muito menos a mobilização estudantil que manifesta a insatisfação da população perante a precariedade das políticas públicas. As UNESPs estão em greve estudantil há mais de dois meses, acompanhados pelos outros setores gradativamente e, ainda assim, nesse tempo em que se pede negociação com a reitoria para efetivação das pautas levantadas pelo movimento, o reitor nem no Brasil se encontra. A dificuldade de negociar, uma vez que não é do interesse administrativo manter o diálogo com os grevistas, vem se estendendo pelo entrave que a burocracia estabelece, impedindo a fluidez da negociação que garante o atendimento às nossas reivindicações. Todo esse impasse nos levou, no dia de hoje, à OCUPAÇÃO do prédio da reitoria da UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA ”JÚLIO DE MESQUITA FILHO”, às 11 horas, depois de esperarmos em manifestação por mais de duas horas em frente ao mesmo prédio sem resposta satisfatória de nenhuma instância da administração.

Nesse período de luta, as pautas mínimas, que dizem respeito à integridade das políticas de Permanência Estudantil, à democratização das estruturas de poder, à isonomia salarial, à aplicação de estrutura mínima nos campi experimentais, o fim da expansão desmedida da UNESP, bem como o aumento urgente da cota do ICMS para as universidades estaduais paulistas e a revisão da distribuição dessa verba, foram ignoradas. A rejeição ao PIMESP, mas o sim à construção de um sistema de cotas consistente e em sintonia com os anseios de uma universidade ocupada pela classe trabalhadora é indispensável para que o espaço da universidade possa incluir e receber o jovem estudante com qualidade, de forma a se efetivar o direito ao estudo gratuito de qualidade. EDUCAÇÃO É DIREITO, NÃO PRIVILÉGIO.

É visível o desinteresse de nossos gestores perante às necessidades de reconstrução das políticas educacionais no Brasil. Vale destacar que a crise na UNESP não é isolada, é congruente com as manifestações que tomam corpo por todo o território brasileiro em prol da reestruturação das políticas públicas.

Não sairemos da reitoria até que sejamos minimamente ouvidos e que as pautas levantadas sejam tratadas com a seriedade que é intrínsica ao tema. COM EDUCAÇÃO NÃO SE BRINCA. Repudiamos o jogo político dos governantes. Exigimos mudanças imediatas. Convocamos o reitor e sua equipe para uma negociação verdadeiramente produtiva. Manteremos a paz se mantiverem o respeito para com a educação pública e o povo trabalhador.

A educação é uma pauta unânime. Por isso, chamamos a USP, a UNICAMP, a FATEC, os movimentos secundaristas e todos os dispostos a somar à causa e materializar nossa mudança. TRABALHADOR TEM O DIREITO DE ESTUDAR, E SEM PAGAR. PELO FIM DO VESTIBULAR.

A luta continua e a vitória será popular.

 

COMANDO ESTADUAL DE GREVE ESTUDANTIL DA UNESP,

São Paulo, 27 de Junho de 2013

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