Não é só por 24 créditos

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Cartaz colado na faculdade de Direito do Largo São Francisco.

A greve dos estudantes de Direito do Largo São Francisco iniciada na última quinta-feira, dia 8, tem como motivo principal a questão das matrículas, mas também envolve outros problemas e questões que estão pendentes na faculdade há bastante tempo.

Segundo os estudantes a direção da faculdade vem tomando medidas contra os estudantes há muito tempo, muitas delas bastante repressivas. O atual diretor, Antônio Magalhães Gomes Filho baixou uma portaria que proíbe a colagem de cartazes nas paredes da universidade. Uma atividade que era regularmente utilizada pelos estudantes, integrantes dos centros acadêmicos entre outros, agora é proibida.

Durante esta semana alunos colaram cartazes para convocar a assembleia e também para protestar contra a situação calamitosa das matrículas e os cartazes foram todos retirados pela guarda universitária sob a alegação da proibição de cartazes. Os estudantes então prenderam os cartazes em barbantes e amarraram nas pilastras e janelas, mas mesmo assim a maioria também foi retirada. Dois estudantes que estavam colocando estes cartazes denunciaram para a redação do Jornal da USP Livre! que tiveram uma discussão com um agente da guarda enquanto um deles estava arrancando os cartazes. Os estudantes relataram que o guarda universitário quase bateu nos estudantes e que a discussão foi bastante agressiva por parte do agente da direção da faculdade.

Vale também falar do vice-diretor do Largo São Francisco, Paulo Borba Casella, um cupincha conhecido do atual reitor da USP e ex-diretor do Largo São Francisco, o “ilustríssimo” João Grandino Rodas. Os estudantes denunciaram que Casella teria declarado, “aluno não tem que ter voz na faculdade e aceitar tudo”.

Estudante não pode protestar

Durante os meses de junho e julho, fechamento de semestre, alguns professores marcaram e remarcaram provas diversas vezes. Muitas destas provas foram feitas na primeira semana de aula, sem aviso prévio.

Ainda durante o mês de junho, em meio às manifestações e protestos de rua que aconteceram em São Paulo, o diretor Magalhães mandou fechar a universidade e expulsar os estudantes que estavam no prédio esperando provas de recuperação e fazendo trabalhos. Em uma destas ocasiões, Magalhães mandou fechar a San Fran e retirar os alunos para que o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin utilizasse o salão nobre para a realização de uma cerimônia de posse do Ministério Público de São Paulo. Em todas estas ocasiões os estudantes não foram avisados que a universidade seria fechada.