Do pornô soft ao hard core

O sr. Pinto*
O sr. Pinto*

Um certo Pinto de Carvalho, homem amargo, ao chegar todos os dias naquele parque esvaziado chamado USP, ao atravessar a mesma entrada do prédio administrativo depois de reparar rapidamente na mesma arquitetura insossa, passava à mesma antessala, escondida por quadros no canto mal iluminado a que poucos pareciam ter acesso.

Mais um dia de trabalho. Nada de muito árduo ou motivador.  Ossos do ofício. A superintendência jurídica de uma universidade pública não pode exigir grandes energias de um pobre homem.

Café-da-manhã, almoço, lanche da tarde. Sms entre um cigarro ou outro, um café expresso ou outro, uma olhadela às pernas da secretária.

Sentado em frente a uma pilha de decisões a tomar, uma trincheira nada convidativa de pessoas físicas e jurídicas, de temas que o desinteressavam quase ao ponto da abominação, alguma coisa em Carvalho de súbito começava a se rebelar contra as claustrofóbicas responsabilidades públicas. Logicamente no departamento público de uma instituição pública o âmbito ‘privé’ tinha seus momentos de sublevação e imposição.

À porta do gabinete do sr. Pinto, citações das páginas acessadas por seu computador.
À porta do gabinete do sr. Pinto, citações das páginas acessadas por seu computador.

O fecho da porta trancado dava a Carvalho uma segurança que ele nunca sentia diante dos processos burocráticos, das reuniões da superintendência, dos bate-papos com o magnífico reitor ou a paquera com as novas estagiárias.

Só havia uma maneira de a chama de juventude quase adolescente invadir novamente aquele corpo Balzaquiano (para não ser ainda mais injusto com nosso personagem em questão).

Pinto Carvalho logo invadia seu refúgio virtual.

Não chegado muito às imagens. Acostumado às laudas de processos, o que também cabia mais às suas características de homem ameno, ordinário, Pinto Carvalho dava vazão a seus desejos de maneira poética, no mundo das palavras: www.contoerotico.com.br.

Carvalho começava aos poucos as leituras, passeando entre títulos mais amenos “Meu padrasto, meu herói”, “Um amor de filhote”, “A boa menina”.

Mas ele havia de chegar ao êxtase. Tinha sempre um papel toalha guardado na gaveta:

“Acabei comendo minha irmã”, “A pica do meu sobrinho”, “A filha novinha do amigo dos meus pais”, “Foram 5 cavalos”, “Minha mãe humilhada no pau dos meus amigos”, “Fodendo minha priminha na casa de praia” aaaahh….

Enfim a leveza, finalmente a leveza do êxtase…

Relaxavam-se os músculos enquanto o suor caía já frio da testa de Carvalho.

O superintendente da universidade já podia ao fim do dia encarar a pilha de documentos com atenção redobrada.

Voyeur Mascarado
* Para preservar a imagem do sr. Pinto [e evitar um processo], alteramos seu retrato com técnicas avançadas de computação gráfica a fim de evitar sua identificação.
O Jornal da USP Livre! não responsabiliza pelo conteúdo de artigos assinados.
conto erotico
Provando sua total idoneidade e compromisso com a verdade factual, o Jornal da USP Livre publica aqui o link para o portal acessado pela personagem principal desta crônica declarando não ter recebido um único centavo por isso.

Sr. Pinto recomenda:

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Como fiz minha enteada deixar de ser sapatão…

60 comentários

  1. Tenho fortíssima impressão de quem escreveu isto é uma lésbica feminista que tem muito nojo de pinto.

    *não leve a mal, mantenha o bom humor e o descompromisso

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  2. Imagine só se ele tivesse na sua mesa um livro do Aretino? Esqueçam as diretas pra reitor, vamos fofocar sobre as preferências literárias dos funcionários da reitoria!!!

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    • A crônica em questão não ignora outras discussões do movimento! Talvez as diretas, porque de fato, está ultrapassado. Mas a estrutura de poder ainda está em discussão. E o sr. Pinto em questão não é um pobre “funcionário” da reitoria. É o Superintendente Jurídico, o senhor das leis da USP, entre elas, a o, DECRETO Nº 52.906, DE 27 DE MARÇO DE 1972, que está sendo utilizado para processar mais de 100 estudantes e já expulsou 8. E é conhecido como o decreto da “moral e bons costumes”. Abaixo segue o trecho do decreto que o sr. Pinto aplica contra os estudantes e funcionários.

      Artigo 247 – O Regime Disciplinar visa assegurar, manter e preservar a boa ordem, o respeito, os bons costumes e preceitos morais, de forma a garantir a harmônica convivência entre docentes e discentes e a disciplina indispensável às atividades universitárias.

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  3. uma coisa está absolutamente clara: formou-se uma patrulha em defesa do burocrata pornógrafo, ou seja, em defesa, para variar da reitoria. a denúncia da hipocrisia destes burocratas que vivem de condenar as pessoas por seu comportamento na usp (drogas, sexo, política etc.) é fundamental para que os estudantes entendem o caráter opressivo da atual direção da universidade e queiram colocá-la abaixo

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  4. isso que vcs estão fazendo é crime, acusar alguém sem provas
    além de tudo, é falso moralismo, sobretudo pelo fato de o cara estar fazendo algo que provavelmente muitos dos acusadores também fazem, consumir pornografia on-line

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    • manda prender, então
      eu acho que todo mundo tem direito à sua pornografia, se quiser, mas não pode ao mesmo tempo se apresentar como guardião da moralidade da usp, punindo estudantes etc.

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  5. não, não galerinha: não! nao ta legal, volta tudo! pedofilia é algo realmente sério que atinge um numero gigantesco de crianças, vamos ter o minimo de maturidade ao falar do assunto. um conto erótico sobre pedofilia, em primeiro lugar nao se compara com contos homoeroticos ou incestuosos ou qualquer outro tipo de erotização literaria que fuja do padrão, literatura pedófila é sim condenável e de muito mau gosto, mas não podemos acusá-lo de nada até que mais provas tenhamos, no entanto, peraí, em que programa de opinião estou? ratinho? regina volpato? marcia goldschimdt? enfim, eis as perguntas que não querem calar: o que esse texto ridiculo quis dizer? em que ele fortalece o movimento de ocupação? e, enfim, que merda foi essa?

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    • Acusar alguem sem provas é perigoso. Lembro de um casal de japoneses idosos, donos de uma creche onde um dos clientes acusou o casal de serem pedófilos. Tiveram a creche pinchada pela população, destruida, e outros tipo de barbaridade para no fim a justiça verificar que o casal era inocente. Na politica isso parece ser corriqueiro, ainda mais considerando a revista Veja.

      Pois veja, a midia nunca mais tocou no assunto e o casal nunca mais se recuperou do trauma. Isso é irresponsabilidade. Eu tive o cuidado de verificar que fim tinha dado aquele caso, por isso descobri ser o casal inocente, pois nao vi uma nota sequer na midia.

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    • Não confunda o texto com a foto. A foto é da ocupação. Foram os estudantes que picharam. O artigo não o acusa de pedofilia em momento nenhum. Nem o jornal.

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  6. usplivre.org.br, bem como “Voyeur Mascarado” definitivamente NÃO ME REPRESENTAM!

    Que vá escrever pra jornal de ensino fundamental… Tá mais a altura da sua visão de mundo
    A forma de rebater as críticas aqui expostas revela bem isso

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  7. Acho que vai além da questão do que ele é por ler isso ou aquilo. Tem a ver com: será que o desembargador, superintendente jurídico da Universidade de São Paulo, tem tempo e liberdade o suficiente para acessar esse tipo de conteúdo em seu ambiente de trabalho? Acho que foi essa a crítica tanto do cronista quanto de quem pixou, escancarar isso para os demais funcionários, que possivelmente não possuem da mesma liberdade e tempo, mas enfim…

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    • muito bem, parecia que o pessoal estava com dificuldade de entender o mais que óbvio…
      comentando a comentação dos comentários

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  8. Entendi. Realmente, depois dessas informações inéditas e extremamente relevantes devemos inclusive repensar algumas pautas e, obviamente, este é um assunto que deve ser central na assembléia. Digo mais, talvez devamos esquecer essa coisa de diretas e nos focar no que o Sr. Pinto tem visto no youtube ou pesquisado no google.

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    • Ó pobres almas que não entendem o humor.

      Se não publicarmos o que os leitores enviam, nos acusam de bater sempre na mesma tecla.

      Se publicamos, revoltam-se quanto ao conteúdo. Que podemos fazer?

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      • Minha questão não é propriamente a crônica, mas o indivíduo que se deu ao trabalho de fazer esta bela arte na parede. A crônica inclusive ficou divertida.

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    • não precisa ser ponto de assembleia para ser matéria…. um pouco de inteligência não faria mal a ninguém

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    • Essa coisa de diretas eu já esqueci. Eu e várias pessoas: queremos o fim do reitorado. Segundo, só se pode agora escrever sobre os pontos da assembleia? Sobre assuntos centrais?
      E outra. O assunto em si pode não ser central, mas o sr. Pinto sim ocupa um cargo central na universidade, inclusive no processo dos estudantes. Inclusive na tentativa de “preservar a moral e os bons costumes”

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      • A única relação da arte na parede com a crônica, é que ela tornou público o caso e permitiu a redação da crônica, que eu saiba.

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  9. A crônica é muito boa. O pessoal que comentou deveria ler a crônica e não apenas ver as imagens.

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      • claro está que, se o autor soubesse escrever literatura…

        creio que não haja problema em não lerem a crônica, afinal perderiam seu tempo, assim com perdi o meu.

        texto mais do mesmo, óbvio, aspirante torto às piores produções de nelson rodrigues…

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    • O humor. Um pouco de descontração para os leitores habitualmente preocupados com tanta coisa séria. Diferentemente dos que dirigem a universidade…

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      • Adoro humor, a crônica seria ótima se não estivesse no site onde está, fazendo difamação (sendo o sujeito o que for) e não acrescentando em nada á Universidade.

        Que fosse publicada em um blog pessoal, falando da vida da mãe, do pai, que tal?
        Perdoe a provocação… Obviamente que ninguém envolveria sua família nisso. Por que a gratuidade então?

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      • difamar significa tirar a boa fama. não há dúvida de que isso ocorreu…. o que acrescenta à universidade é o conhecimento de quem são as pessoas que a dirigem

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  10. Vergonhoso define a atitude de um grupo de alunos! (muito mais que os acessos do dito cujo…)

    Falta de maturidade imensa, chega a ser infantilóide, medo dos profissionais que sairão da nossa universidade… “Sala de aula não é importante, posso aprender ética e tudo que preciso fumando meu cigarrinho na vivência…”
    Pois é, dá pra ver bem….

    Já estou cansado da forma com a qual vocês lidam com nossas causas estudantis !

    E recordo… Discordar das atitudes de vocês não me torna um pró-reitor ou pró-direita…

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    • Discordar de nossas “atitudes” é direito seu e de todos, caro Flávio. Jamais poderíamos nos importar menos com a sua opinião quanto quando você ameaça tornar-se pró-direita ou pró-reitor. É direito de cada indivíduo ser o que quiser, basta tentar.

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      • Pow.. Jornal que não sabe interpretar texto… Tá de brincadeira…

        “Discordar das atitudes de vocês não me torna um pró-reitor ou pró-direita…”

        Onde está a ameaça a me tornar pró sei lá o quê?????

        Me refiro ao fato que para ALGUNS (não querendo de maneira alguma generalizar) não abraçar as babaquices de algumas lideranças te faz ser taxado como tal

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    • vergonhoso é defender a burocracia safada, que quer dizer como os outros devem se comportar, mas usam a lei do faça o que eu digo, não faça o que eu faço

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  11. Com todo respeito à causa defendida pelo autor (eu apoiei a invasão de 2007, participei do dce, estive na reitoria ocupada, blabla..) , mas eu consigo pensar em poucas coisas mais infantis e baixas do que tentar utilizar das SUPOSTAS preferências sexuais de uma pessoa, como forma de desqualificar e ridicularizar alguém em um momento de discussão.

    Sem falar, é claro, que o processo empírico utilizado pelo autor é (convenientemente) estúpido e generalista/preconceituoso: se eu leio um conto que envolve pedofilia, sou pedófilo (?1?)…
    Interessante! Legal aprender sobre sexualidade com um expert como esse!!
    Óbviamente fazendo as devidas desassociações, presumo então que, já que assisti Brokeback Moutain, sou homossexual!! E todas as mulheres que escutam “Geni”, são put.as. É isso?

    Nem vou tentar entrar no mérito de discutir o quão justificável é sob a luz da ética e dos direitos democráticos, acessar e (AINDA PIOR) tornar públicas informações pessoais de um funcionário durante a ocupação..

    Prefiro me limitar a dizer que acredito que atitudes como essa só ajudam a c.agar tudo, minar o apoio à luta dos estudantes e atrapalhar o diálogo entre as partes. E o Jornal da USP Livre, certamente gerido por pessoas inteligentes e instruídas, deveria distinguir entre o direito à completa liberdade de expressão e o acesso ao assédio moral anônimo e sem oferecer direito de defesa.
    Acho que eu estaria mentido se dissesse que ficaria triste se o jornal se fod.esse numa dessas…

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    • O Jornal da USP Livre! é pela mais completa e absoluta liberdade se expressão.

      Asseguramos ao sr. Pinto o espaço que julgar necessário para responder ao artigo do autor que aqui também publicamos de bom grado.

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      • Aí resolveu hein…

        Ahhh a era da informação e o direito a pessoas completamente imbecializadas saírem por aí “informando”, trazendo fatos relevantes à causa

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      • Vocês não tem noção do quão ridícula é sua atitude enquanto veículo de comunicação que se propõe a atuar no ambiente universitário. Além de vocês estarem fazendo o papel de patrulhinha moralista (o que por si só já os coloca no centro da piada em se tratando da interlocução com o movimento estudantil), além de vocês exporem de forma totalmente infantil a suposta intimidade de alguém (o que beira o papinho de colégio), além de vocês alegarem liberdade de expressão enquanto publicam textos anônimos sem se responsabilizar pelo conteúdo (se querem se proclamar um jornal tenham dignidade e assumam a autoria do que dizem, ou publiquem uma foto da minha pica em nome da liberdade de expressão), vocês estão dando a entender que o movimento estudantil é motivado pelo tipo de atitude exposta no artigo.

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      • usplivre.org.br, se vocês estão prontos pra responder prontamente com piadinhas todos que estão criticando essa publicação, porque não mostram a mesma disposição pra responder às críticas com algum argumento de verdade?

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      • Precisariam, primeiro, as críticas serem argumentos de verdade, e não apenas um exercício de verborragia.

        Os queridos leitores têm todo o direito de defender a reitoria, seus apaniguados, a moralidade pública… Ninguém na redação deste jornal se opõe a que os comentadores falem o que quiser… só pedimos paciência e compreensão do fato de que não somos, igualmente, obrigados a levar a sério cada uma das coisas que dizem aqui.

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      • Antes de mais nada, considerem que vocês imprimem 3000 a 5000 unidades dos seus jornais e ficam pela usp empurrando aleatoriamente o que vocês escrevem para todo mundo. Enquanto algumas pessoas jogam seu jornal no lixo sem ler, outras não apenas leem, como assinam seu feed acompanhando todas as suas publicações. Outras além de tudo isso ainda se dispõe a vir até o texto que vocês publicam e comenta-lo. Então vocês deveriam respeitar mais os comentários feitos por seus leitores, pois são vocês e não nós que estamos na situação de serem, ou não levados a sério.

        O cúmulo do blablabla pra não responder por estarem fazendo papel de moralistas é agora sugerir que quem se opõe a sua atitude é por defender a reitoria, o que não tem absolutamente nada a ver por princípio e nem vale comentar..

        Em primeiro lugar, quem eu estou defendendo aqui são vocês, porque não sou eu quem pode se meter num processo cabuloso por causa dessa publicação, mas sim vocês. Em segundo lugar, não sei se apesar de vocês escreverem “jornal” na sua publicação vocês tem mesmo pouca familiaridade com jornalismo, ou só estão se fazendo de sonsos, mas colocar a foto que vocês escolheram, acompanhada do texto que vocês escolheram, com uma nota identificando o sujeito no final, submete uma pessoa ao escárnio público por questões que lhe são particulares, pois ninguém é proibido por lei alguma de olhar o que quer que seja no computador do trabalho, enquanto todos estão protegidos por lei da difamação.

        Então espero que a piada valha a pena mesmo, porque se o cara quiser mover um processo contra vocês não vão ser as justificativas no nível que vocês estão dando que vão convencer um juiz que vocês não tem nada a ver com quem escreveu que o cara é pedófilo, que não tem nada a ver com quem sugeriu que ele batia uma no trabalho, que não tem nada a ver com quem divulgou o nome dele.

        Até aí o problema é de vocês, mas em terceiro lugar, vocês são um veículo que registra a luta dos estudantes num momento importante, meu entendimento e de que o movimento estudantil não serve como meio de reprodução de valores conservadores e esta atitude de denuncismo com base em comportamentos sexuais é, antes de qualquer questão relacionada à luta dos estudantes no momento, uma tática utilizada pelos setores mais sujos da direita apelando aos valores moralistas mais toscos.

        Então não sei com quem vocês estão esperando falar nesse jornal, se de repente vocês estão tentando cooptar a direita da usp ou coisa parecida, mas muita gente comprometida com a luta da esquerda repudia este tipo de moralismo na raiz. Esse é o mesmo moralismo que leva algumas pessoas a não se conformarem como pode haver festas estudantis na universidade pública, afinal universidade seria “um lugar de estudar e não de fazer festa”. Em qualquer lugar as pessoas tem determinado direito à distração e sobretudo à individualidade. Um jornal ir lá, violar esse direito e publicar o conteúdo sob o pretexto de uma “crônica” é abrir mão de alguns valores bem caros em troca de sensacionalismo barato.

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  12. Muito errado do ponto de vista ético isso que vcs estão fazendo: fantasiar e escrever sobre seus desejos sexuais quaisquer que sejam não é crime algum. Acusar alguém de pedofilia por causa do que esta pessoa escreveu, sem nenhum indício de que a pessoa tenha sequer tocado uma criança é estratégia digna do pior jornalismo que conhecemos. É engraçado ver a veia moralista se manifestando nos estudantes que se definem à esquerda, pois mostra aquilo que se esconde por trás de muito discursinho libertário na USP: um comportamento beato ao estilo paróquia de interior. Pelo jeito essa sequência de reitores de direita conseguiu uma coisa: criar na USP uma esquerda jovem egocêntrica (que consegue achar genial a estúpida idéia de um post como esse, sem se tocar das consequências para todas as partes) e moralista, que tanto defende os valores tradicionais da direita como agora utiliza de suas táticas mais sujas para desqualificar desafetos. Podem ter certeza de que o próximo imbecil que vier me entregar um exemplar do seu jornal na fila do bandejão será motivado a explicar a seu público alvo, ali in loco, como funciona o moralismo de vocês.

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    • Para vc também. Quem falou que ele era pedófilo foi quem fez as pixações. Não o autor da crônica, nem o jornal. A crônica em nenhum momento acusa ou insinua que ele seria pedófilo. Certamente vc só viu a foto…

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      • Difamação gratuita e que nada tem a acrescentar a causa vale então?

        (Aliás, desconfio que será mais dinheiro público gasto desnecessariamente pra pagar a pintura, retirar as pixações sem propósito né… Ou a família em geral bem abastadinha do revoltoso?)

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      • Cara Nina, temos quase certeza que será sim dinheiro público a pagar pela demão de tinta nas paredes da reitoria… Isso se deve ao fato de que a intromissão do capital privado (dos papais de quem quer que seja) na USP ainda é proibida até certo ponto pelos estatutos da universidade.

        Nada temos contra quem quer que vá lá pintar as paredes e encobrir o protesto legítimo dos estudantes.

        Convidamos a querida leitora, tão zelosa quanto ao patrimônio público, a também arregaçar as mangas nesse esforço cívico.

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      • Mais uma coisa. O moralismo é do jornal, tem certeza? Ou são essas mesmas pessoas que vêem esse tipo de pornografia na internet que querem impor a moral e os bons costumes na universidade?!

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    • Uma Leitora: Vi a foto e li a crônica. A foto registra o moralismo e a falta de julgamento de quem invadiu a privacidade de uma pessoa e expôs sua intimidade nas paredes. A crônica tenta fazer humor em cima disso e caguetar que o sujeito das pixações registradas nas fotos é o tal Luís Camargo Pinto de Carvalho. Você acha que a conexão entre o jornal, a escolha da imagem e o texto não é aleatória?

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      • se a coisa é pública, não é privada, é res publica, se foi invadida, é invasão da coisa pública….

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  13. seria o mesmo que dizer que aqueles que jogam o game GTA são ladroes, assassinos, traficantes só por gostarem do game.Esse Sr somente acessou o site? Se esse Sr nao bulinou ninguém, se ele nao abusou de ninguem… Sujo o que vocês fazem, não acham? Leitura estilo veja para denegrir a imagem de alguém.

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    • Sério que vc entendeu isso? Onde a crônica fala que ele é pedófilo? As pixações dizem isso. Mas aí é opinião de quem pixou, não do autor da crônica, muito menos do jornal

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      • Leitora, se a imagem presente no corpo da informação “Do porno soft ao hard core” está desvinculado do texto, será a primeira vez que vejo isso num texto jornalistico.

        Uma cronica onde um cara se masturba diante de contos eróticos com temas que sugere crime de pedofelia não tem outro proposito senão difamar atribuindo tais valores ao alvo da crítica, ainda mais considerando a imagem vinculada no corpo do texto.

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