Terrorismo psicológico da diretoria da FFLCH!

A redação do Jornal da USP Livre! recebeu um e-mail enviado para os estudantes da FFLCH pela direção da faculdade, por meio do Conselho Técnico Admnistrativo, “alertando” a todos das consequências da greve.

No e-mail a diretoria da FFLCH afirma que teve conhecimento de todas as assembleias, discriminando inclusive as que aprovaram o piquete e que não pretende fazer  “qualquer julgamento de ordem política ou moral a respeito da decisão dos estudantes”.

Na verdade, o comunicado que diz não ser político, tem como objetivo uma grande intenção política clara, desmobilizar a greve, através do medo e da coerção moral. A intenção é intimidar os estudantes em greve e também os que não aderiram à greve ainda!

O fato é que se a Greve continuar o problema estará nas mãos deles. Querem levantar as seguintes questões:

E se o semestre for inviabilizado como teremos um novo vestibular?

Os alunos do primeiro ano terão que fazer de novo as mesmas disciplinas que e os calouros no próximo ano, ou seja, precisarão do dobro de professores… é óbvio que não vão “inviabilizar a conclusão do semestre”. Querem mesmo é provocar o medo e desmobilizar os estudantes que estão em greve. 

Leia abaixo email da Diretoria da FFLCH sobre a greve dos estudantes:

 

Tendo tomado conhecimento das deliberações das Assembleias de estudantes de Ciências Sociais, Filosofia, História e Geografia que votaram por uma greve com piquetes, e dos estudantes de Letras que optaram pela greve sem piquete, o Conselho Técnico-Administrativo – CTA da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP aprovou o seguinte comunicado:

O Conselho Técnico-Científico – CTA, em sessão ordinária de 03 de outubro de 2013, vem manifestar preocupação quanto ao andamento do semestre letivo.
Não há, neste comunicado, qualquer julgamento de ordem política ou moral a respeito da decisão dos estudantes.

Estamos em uma ordem democrática e as manifestações de expressão política são legítimas. Não há, porém, como negar seus possíveis desdobramentos e consequências. Assumi-los requer responsabilidade política diante das escolhas realizadas, razão pela qual lembramos à comunidade da FFLCH que a interrupção das aulas, por tempo indeterminado – e dependendo do número de aulas dadas -, pode inviabilizar a conclusão do semestre, com eventuais cancelamentos de disciplinas, reinício do semestre no próximo ano ou reposição em condições institucionais não necessariamente as mais desejáveis.

A recomendação do CTA é que, enquanto impedidos de ministrar aulas em virtude de piquetes e cadeiraços, os professores evitem confronto com os estudantes e registrem o constrangimento junto aos Departamentos.

CTA-FFLCH, 03 de outubro de 2013