CATRACAS TAMBÉM NA POLI!

A redação do Jornal da USP Livre! recebeu de um estudante da Poli um comunicado da direção da unidade sobre a instalação de catracas no prédio. O motivo seria, novamente a segurança, sobre a tentativa de estupro em um dos banheiros femininos no curso de Engenharia de Produção. A estudante foi encaminhada para o Hospital Universitário. Ao invés de propor de fato uma proposta que garanta de fato uma segurança aos estudantes a diretoria da faculdade, por meio do diretor José Roberto Cardoso propõe a instalação de catracas. É mais uma das faculdades que utiliza o mote da segurança como pretexto para aumentar o controle da vida dos estudantes, sem contar os custos que vão ser utilizados para a instalação das catracas. Na FEA (Faculdade de Economia e Administração), também sob o pretexto da segurança, vão ser instaladas catracas e os custos vão ser de no mínimo R$ 1,2 milhão.

 

Veja abaixo o comunicado da direção da Poli enviado para o USP Livre!:

Serviço de Comunicação Social da Poli/USP divulga:

Comunicado sobre a tentativa de estupro na Poli/USP

 

O diretor da Escola Politécnica da USP, prof. José Roberto Cardoso, lamenta profundamente o ocorrido e informa que, tão logo o Boletim de Ocorrência seja encaminhado para a Diretoria, será aberta uma sindicância interna para apurar eventuais omissões, já que a segurança dos alunos é dever da Escola. A tentativa de estupro ocorreu em um banheiro do Departamento de Engenharia de Produção. O agressor estava escondido em uma das baias do banheiro, quando atacou a aluna. Ela reagiu e o agressor fugiu. A aluna foi encaminhada para o Hospital Universitário com ferimentos leves.

 

O diretor da Escola, que esteve ontem (8/10) no Hospital Universitário para dar apoio à aluna, se dispôs a prestar toda a ajuda necessária e informou que instituiria imediatamente uma comissão sindicante para apurar os fatos. Caso a aluna se sinta ameaçada, ele também colocará à sua disposição um segurança. Ele informou ainda que o banheiro feminino, hoje localizado nos fundos do Departamento, será transferido para um local onde haja maior trânsito de pessoas.

 

A Escola Politécnica possui 141.500 m² de área edificada. Guardas e câmaras de segurança são utilizados para manter a segurança interna. A restrição de acesso, com a implantação de catracas, poderá ser proposta novamente, já que há cerca de seis anos os próprios alunos vetaram a ideia.

Um comentário

  1. Ué, esqueceram do emblema do PSOL-PSTU na página. Se assume logo como é que é mais honesto …
    Quem força o diálogo usando expedientes de força é democrático? P….. nenhuma!

    Curtir

Os comentários estão desativados.