E se a USP tivesse um reitor do PSOL?

Imagine que um membro do DCE da USP, Frente de Esquerda, virasse um professor da USP. Ou mais longe; que esse professor se transformasse em reitor.

Não é preciso ter imaginação tão fértil para isso, a Frente de Esquerda já tem uma reitora, na Unifesp, a Soraya Smaili ligada ao Partido Socialismo e Liberdade.

Na USP, pense que no próximo semestre o nosso “imaginário” reitor socializasse a FFLCH; colocando catracas e mandando e-mail para os estudantes não esquecerem os crachás se não quiserem ficar para fora da Faculdade.

É isso que a Soraya vem fazendo com a EFLCH (Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da Unifesp.

Voltando ao cenário da Universidade de São Paulo, visualize o reitor do PSOL dando a liberdade para os estudantes se organizarem fechando praticamente todos os espaços estudantis logo nos seus primeiros seis meses de gestão. E que durante e após esse período, os estudantes tivessem que ficar ocupando e reocupando, em reuniões e mais reuniões para conseguirem seus espaços de volta.

Smaili presenteou os alunos assim. Em cada campi da Unifesp era uma desculpa diferente para fechar o espaço, mas todos fechados na mesma época.

A Soraya começou sua campanha dando aulas públicas durante greves estudantis, já em 2010. Quando poucos imaginavam que ela estava em campanha. E em 2012, quem diria, lá estava ela reinando.

E na USP… Imaginou? Chato não?

 

Laisy Natálie

Estudante da Unifesp, processada que votou para reitor, mas agora não decide nada