Reunião do CO (Breve retrospectiva seguida de comentários críticos sobre a história recente)

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Após diversas assembleias, durante o primeiro semestre, em que as “diretas” para reitor foram rejeitadas, numa assembleia esvaziada, o DCE, dirigido pelo Psol e pelo PSTU, aprova a pauta e convoca um ato para o dia da reunião do CO (Conselho Universitário). Por iniciativa de trabalhadores presentes no ato e, a reitoria é ocupada no intuito de invadir a reunião. Os diretores do DCE tentam desanimar os estudantes que forçam a entrada na sala do CO dizendo que a reunião havia terminado. Convocam uma plenária no saguão de entrada da reitoria. Nessa reunião, os representantes dos estudantes e trabalhadores que estavam na sala de reunião informam que o CO continuava, desmentindo a informação do DCE. Em seguida, a direção do DCE submete a invasão dos estudantes na reunião do conselho a uma votação e repetem a história de que ela se encerrou. Após a proposta de ocupação do CO ser derrotada, alguns estudantes, através de uma janela do banheiro, conseguem entrar na sala onde o reitor, diretores de unidade e empresários ainda se encontravam, mas a orientação da direção pelega dos estudantes já conseguira esvaziar a reitoria.

O DCE reivindica uma ocupação por conta desse acontecimento, porém mantém apenas o saguão de entrada com poucos estudantes. A reunião do CO continua inviolada, encaminhando todas as decisões à revelia dos estudante e dos trabalhadores. Uma assembleia estudantil é convocada em seguida e aprova a ocupação da reitoria. No entanto, por conta da resistência do DCE, o restante do térreo do prédio só é tomado por estudantes após mais duas reuniões: uma segunda plenária no saguão e uma comissão de segurança da ocupação.

É curioso que, durante a assembleia, o DCE tenha se posicionado contra a proposta de dissolução do Conselho Universitário, que foi aprovada com amplo contraste. Mesmo assim. Os diretores do DCE apresentam para a imprensa e para a justiça apenas uma reivindicação de anulação da última reunião do CO, que não foi debatida. O Psol e o PSTU foram os maiores defensores da não intervenção dos estudantes e dos funcionários nessa reunião. Utilizaram a mentira, a desinformação, manobras para esvaziar a reitoria e evitar o arrobamento das portas e a entrada pelas janelas. Foram contra a dissolução do CO, na contramão do que o movimento estudantil pedia.

Os mesmos que foram os responsáveis pela continuidade da reunião do CO e que foram abertamente contrários à dissolução desse órgão aparecem para fora como contrários à uma decisão ocorrida na última reunião. Existiam 5 proposta de eleições para reitor. O prórpio reitor, Rodas, o DCE e a Adusp defendiam conservar a maneira atual de reitorado com poucas mudanças, como “diretas” paritárias e fim da lista tríplice. O Sintusp, sindicato dos trabalhadores, defendia diretas com voto universal e havia um grupo de diretores de unidades, que venceu as votações no CO, que pretendiam conservar a maneira atual de eleição com menos mudanças ainda.

Isso esclarece a questão sobre de onde surgiu essa greve. Trata-se da campanha eleitoral onde as facções da burocracia universitária medem forças para assumir o cargo de reitor (maioria dos diretores das unidades x Rodas/Adusp) e demais desdobramentos das disputas nos blocos formados e nas gestões do DCE e Adusp. Rodas e os professores ligados à Adusp estão unidos claramente nessa campanha. Não há nenhum candidato a reitor de “esquerda” inscrito. Existe mais de um candidato ligado a Rodas e um deles será apresentado como “opositor”, “menos pior”, para ser apoiado pela Adusp e pelo DCE.

A dissolução do Conselho Universitário, assim como o fim do reitorado, são propostas que retiram toda a camarilha burocrática da disputa pelos rumos da universidade. Um governo tripartite proporcional, em substituição a forma de poder vigente, colocaria a universidade nas mãos dos únicos diretamente interessados na educação e na produção científica.

Esse é um DCE que se coloca contra os estudantes, evitando ao máximo o enfrentamento contra Rodas e o Conselho Universitário

3 comentários

  1. Fazer comentários vazios, sem discutir o mérito do conteúdo do texto e simplesmente acusar o autor do texto de “loucos” não viabiliza o debate.

    No texto há uma posição, um relato, uma interpretação, uma argumentação, se quer discutir seriamente entre nestes assuntos. Dizer o mesmo que a Narcisa Tamborindeguy já disse, “AI QUE LOUCURA!”, não vai mudar a opinião de ninguém.

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