Os golpes do Psol e do PSTU durante a assembleia

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– A assembleia é marcada para as 18h, mas só começa às 19h;

– é montada uma claque do DCE em frente à mesa da assembleia, com gritos ensaiados e votos de cabresto, para dar a impressão que suas propostas são populares (ilusão de ótica simples);

– a caixa de som é de péssima qualidade e só consegue ouvir quem estiver muito próximo;

– os diretores do DCE presentes na mesa convidam vários cursos para que apresentem informes, a fim de que a assembleia demore ainda mais para começar;

– dedicam tempo irrestrito para informes das frentes femina, da gays, de cotas – todas representadas por diretores do DCE -, informes do próprio DCE, de professores, de parlamentares, de todos os movimentos possíveis, atrasando ainda mais a discussão;

– depois de muito tempo mal empregado, a mesa propõe um horário limite para a assembleia;

– finalmente, quando a assembleia começa de fato, os diretores do DCE presentes na mesa começam a impor regras para que poucas pessoas falem, para que poucas propostas sejam apresentadas;

– quando uma proposta do DCE perde a votação, a mesa nunca enxerga contraste para a proposta opositora e repete a votação várias vezes, atrasando ainda mais a assembleia;

– quando uma proposta se opõe a uma política central do DCE, começam as discussões sobre como deve ser votada a proposta, se deve-se votar o que irá ser votado, se o que foi votado realmente foi votado e

– se uma proposta contrária a política do DCE conseguir ser aprovada, certamente ela será ignorada até a próxima assembleia.

 

Alcides Pedrosa

2 comentários

  1. Apesar de eu ter votado contra a greve, não é possível concordar com todas as críticas que foram levantadas acima. O pessoal limitou o teto de votação para às 10h, e ele foi respeitado. O problema é que, tirando algumas seis falas que tocaram no que realmente era importante, o resto ou foi redundante ou foi abrangente demais. Porém, democracia não é isto? Falar, falar e falar?
    Também não houve muitas propostas, porque a proposta principal era greve ou não greve, e pronto. Além disso, infelizmente, na hora da defesa, os que se colocavam contra a greve só tiveram um representante, o resto foi uma única voz (o que não significa que era a vontade da maioria dos estudantes da letras e, que se diga de passagem, não compareceram para pôr fim à greve. Então, não podem reclamar depois).
    E só ponderando mais uma questão, a assembleia começou mesmo apenas às 19h30. Eu estava lá e posso confirmar.

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  2. Mas não é possível, porque os estudantes engajados da USP não se movimentam e pedem o fim dessa chapa pelega e inescrupulósa? Assembléia geral é pra essas coisas, tenho certeza que o estatuto do DCE permite que exista impugnação de mandato.
    Pois, caso contrário, não vejo futuro para uma greve tão conturbada entre os próprios estudantes, expulsem os partidos golpistas e burgueses, recuperem o teor realmente revolucionário de enfrentamento e poder popular da mobilizações! FORÇA USPIANOS! FORA PELEGOS!

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