Assim como aconteceu com todo o CRUSP: Blocos K e L devem ser tomados pelos estudantes

16895601_2419658A ocupação da reitoria iniciada em 1º de outubro colocou mais do que nunca em pauta a reivindicação do movimento estudantil de entrega dos blocos K e L para a moradia. A quantidade de estudantes na USP cresce a cada ano e a disponibilidade de vagas para moradia continua a mesma. Mas isso não será conquistado sem luta: é preciso ocupar desde já os dois blocos.
Os prédios que formam hoje o CRUSP e a reitoria foram desde o início prometidos e negados para os estudantes. A única coisa que garante que oito dos dez blocos ainda em pé sejam moradia hoje foi a ocupação pelo movimento estudantil.
Inicialmente foram construídos 12 blocos, que seriam usados pelos atletas dos jogos Pan-Americanos de 63 e em seguida deveriam ser entregues para os estudantes, mas, passado o período dos jogos, a reitoria se negou a transformá-los em moradia.
Em 64, 12 estudantes começam a ocupar o bloco A e em pouco tempo os prédios são ocupados e transformados pelos próprios estudantes em moradia. Em 68, o CRUSP foi desocupado à força pelo Exército, cercando-o com tanques e prendendo vários estudantes.
Em 79, após uma nova onda de mobilização estudantil, os estudantes voltam a ocupar o CRUSP, tomando os prédios dos órgãos burocráticos que se apossaram da moradia. Isto conseguiu garantir sete blocos para a moradia, três foram demolidos e o K e L continuaram ocupados pela reitoria. A construção do Bloco A1 também foi fruto do movimento estudantil, através da ocupação da reitoria de 2007. Ainda falta mais um bloco a ser construído que foi prometido pela gestão de Suely Vilela, que agora reaparece como candidata a vice-reitora ou boba da corte.
Além do histórico de luta que envolve a própria existência do CRUSP, que mostra qual é o caminho para conseguir sua expansão, há também a promessa de campanha feita pelo próprio reitor, João Grandino Rodas, de entregar os dois blocos, quando a nova reitoria ficasse pronta.
Em entrevista, Rodas afirmou: “É claro que a reitoria não vai sair de um dia pro outro de lá para cá, mas o gabinete do reitor e as coisas mais importantes vêm. E vamos liberar aqueles prédios, num momento em que pudermos acomodar as pessoas, para o Crusp.” (Jornal do Campus, Dezembro de 2009). Já se passaram 4 anos e nada foi feito.
Mesmo com a promessa, pelo conhecido histórico de Rodas, não dá para confiar e esperar que os blocos sejam entregues. É necessário ocupar, para pressionar e garantir que não haja a interferência do órgão de perseguição e seleção política, Superintendência de Assistência Social (SAS – antiga Coseas) nestes blocos. Os próprios estudantes devem se organizar para ocupar os blocos definitivamente para moradia estudantil, realizando todo o processo de seleção destes novos moradores.