DESOCUPANDO AOS POUCOS

Imagem
O DCE da USP (PSOL/PSTU) vem dificultando cada vez mais a permanência na ocupação da USP, enfraquecendo o movimento.

Começaram cortando o acesso ao wi-fi. Com a desculpa que o estudante que se conectar será identificado. Mas, sabendo da consequência deveria ser uma decisão do próprio aluno.

Depois, nas últimas festas, alegando ser uma questão de segurança, a cada cervejada a Frente de Esquerda foi diminuindo o acesso à reitoria.

A ocupação já não abrange todo o prédio, o que poderia descobrir documentos importantes da gestão Rodas. Agora, os peleguinhos de plantão já estão na porta da reitoria limitando a passagem de pessoas “desconhecidas”.

Ou seja, calouros, apoiadores de outras universidades e movimentos estão barrados. É mais fácil o DCE assumir logo que trabalha para o Rodas e colocar uma placa: “Não é permita a entrada de pessoas estranhas, somente funcionários”.

O que é pior é que esse acontecimento lembra outro, que houve na Unifesp, ano passado, quando os estudantes ocuparam a diretoria da EFLCH pela primeira vez em 2012.

O PSTU já tinha saído declaradamente contra a continuidade da ocupação. Sem eles, a Frente de Esquerda fez os estudantes votarem oito vezes em 44 horas a permanência ou não na ocupação. As oitos vezes os ocupantes decidiram ficar no prédio, contrariando a Frente de Esquerda.

O PSOL e o PCB durante esses quase dois dias que permaneceram em claro fizeram os alunos ouvir o quanto a PM ia estrangular os ocupantes e por isso precisavam entregar o prédio.

À base de pressão e sono o PSOL e o PCB conseguiram convencer os estudantes a limparem o local para que a Pró-Reitoria fizesse um “inventário” na direção da faculdade.

A Pró-Reitoria se aproveitou de que estudantes e seus pertences estavam fora do prédio para trancar a diretoria. Imediatamente alguns alunos começaram a gritar para Frente de Esquerda: “traidores”.

Para a infelicidade de PSOL-PSTU-PCB, apesar do claro golpe, os estudantes reocuparam dias depois, uma ocupação mais forte que a primeira porque os alunos não davam mais ouvidos a eles.

Esses partidos sabem que não é possível dizer abertamente que são contra greves e ocupações para convencer os demais e por um fim nessas manifestações. A única maneira de derrotar os movimentos é por meio de golpes.

Laisy Cruxên, estudante da Unifesp,

 enganada no movimento de 2012 na Unifesp pela Frente de Esquerda

Agora, lúcida

Um comentário

Os comentários estão desativados.