E AÍ, VIU O CONTRASTE?

Exame de vista gratuito do Jornal da USP Livre!
olhoQUAL FIGURA TEM MAIS QUADRADOS NEGROS?
Se já está difícil aqui, imagine em uma assembleia de verdade onde: 1) os dois lados em disputa não estão passivamente colocados lado a lado, 2) não se pode enxergar da mesa todos as pessoas que estão votando, 3) há pessoas se movimentando, 4) há pessoas escondidas atrás de uma pilastra, ou ao lado da mesa, fora do ângulo de visão dos mesários.
Pois é. Muito mais difícil ainda é enxergar um contraste no mundo real.
Tendo em vista a saúde mental do público frequentador das assembleias gerais dos estudantes da USP, o Jornal da USP Livre! orgulhosamente apresenta seu “exame de vista” gratuito. Trata-se de um teste simples que demonstrará rapidamente que a maioria destes estudantes enxerga perfeitamente bem e que, nas ditas assembleias, quando se votam questões polêmicas e não há contraste evidente, é preciso contar, voto a voto, cada uma das mãos levantadas, para saber o total.
E se você, caro leitor, se sentir constrangido a desistir de pedir à mesa da assembleia que conte os votos, lembre-se: algumas pessoas podem não saber contar e sentir vergonha de admiti-lo em público; ou, simplesmente, não se deram o trabalho de fazer esse simples exame aqui disponibilizado.
Os quadros acima representam uma das votações da Assembleia do dia 1º/10. De um lado, há 256 pontos pretos.  Do outro, 225. O DCE, que estava na mesa da assembleia, insistiu em que, no escuro, apenas por bater o olho no número de mãos levantadas, havia um contraste envidente em favor da sua proposta. Detalhe: a diferença apertada favorecia a oposição ao DCE, e não à diretoria oficial da entidade.
O teste acima evidencia o óbvio: não é possível enxergar o contraste existente entre as duas propostas. Então, para que insistir? Oras, o que há de melhor para quem perdeu uma votação do que tentar ganhá-la no grito?
Tendo isso em vista, sugerimos aos estudantes adotar um procedimento elementar, claro e democrático para ocasiões em que não é possível aferir um contraste evidente em uma votação: EXIGIR A CONTAGEM DOS VOTOS.
É necessário acabar com as manobras. É mais rápido. É exato. É organizado. É objetivo. É o que deve ser feito.

4 comentários

  1. Outro grande problema: vem gente de outras faculdades nas assembleias de unidade e gente que nem estuda na USP nas assembleias gerais só para votar a favor de certos grupos.

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  2. Não é fato que demoraria uma hora! O Jornal da USP Livre! acompanhou as assembleias de greve da San Fran e todas as votações são apuradas. E estas assembleias tiveram média de 500 pessoas, algumas do período da noite com até 800. Sendo que foram realizadas em um auditório o que seria mais fácil ver o contraste. A contagem lá é feita por mais de uma dupla de pessoas, o que também agiliza a contagem. Supondo que em uma assembleia de 500 pessoas contar cada pessoa demore cerca de 1 segundo. Você terá 500 segundos, o que é 8,3 minutos. Cada revotação, demora em média um minuto e meio (contando-se as questões de ordem, explicar novamente as propostas, gritarias, contestações), 4 recontagens, 6 minutos e dividir a plenária em dois mais 3 minutos e mais uma votação para averiguar o contraste, mais um minuto e meio, total = 10,5 minutos. Praticamente o mesmo tempo com o diferencial que o resultado vai ser preciso e não um suposto contraste.

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  3. Não necessariamente. Várias pessoas podem contar ao mesmo tempo, ao invés de ser apenas uma circulando pela assembleia. Há várias propostas nesse sentido. Só não quer colocar em prática quem quer dificultar as coisas…

    E, outra: não precisamos contar todas as votações. Apenas aquelas nas quais o contraste não é evidente, ou quando for solicitado pelos defensores de uma das propostas em votação…. Usemos o bom senso: não podemos depender do “olhômetro” dos membros da mesa para definir o resultado das nossas assembleias…

    Imagina se deveríamos deixar de contar nossos votos em uma assembleia por uma desculpa qualquer. Lenta ou não, a contagem de votos é a única maneira que garante 100% de precisão nos momentos de “dúvida”.

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