Na Unicamp, DCE dirigido pelo Psol trai a luta e troca ocupação por promessas da reitoria

Depois de 18 dias de ocupação da reitoria a direção do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da Unicamp, dirigida pelo Psol, propôs a desocupação do prédio com o argumento de que vitórias já tinham sido conquistadas.
Na última assembleia geral realizada no dia 16 de outubro no prédio de Engenharia Básica, a votação apertada foi de 231 votos contrários à manutenção da ocupação, sendo 159 votos a favor e 80 abstenções.
Para o DCE/Psol a ocupação da reitoria da Unicamp não seria mais um instrumento político vital de pressão sobre a reitoria. Com a reitoria ocupada o movimento ficaria desmobilizado nas unidades, pois com a ocupação os cursos que aderiram a greve e paralisações naturalmente sairiam da greve e a ocupação ficaria isolada do resto do movimento.
Para completar o quadro fantasioso do Psol, com a saída dos cursos em greve a reitoria iria parar de negociar e até mesmo voltar atrás nas supostas conquistas até então conquistadas.
Para o DCE da Unicamp os estudantes ocupados não exerciam nenhuma pressão contra a reitoria, mas pelo contrário é a reitoria que exercia tal pressão sobre os estudantes. Uma política totalmente capituladora que serve unicamente para desmobilizar os estudantes.
O acordo com a reitoria prevê que a decisão de um convênio com Unicamp e a PM, nos moldes do que aconteceu na USP, seria não mais uma decisão apenas do reitor, mas do Conselho Universitário, o que na prática vai dar na mesma, já que este conselho é dominado pelos professores de direita que são abertamente favoráveis à presença da PM.