E você, precisa de moradia? – AS 400 VAGAS DO K E L ESTÃO DISPONÍVEIS!

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Todo ano centenas de estudantes ficam sem vaga na moradia estudantil.

Estamos em meio a uma greve geral na USP que possui como eixo de reivindicação a devolução dos blocos K e L (a reitoria ocupada) para a moradia estudantil. Todos os anos centenas de estudantes ficam sem a moradia. Se você é um desses, ou se você conhece algum desses, então compareça na discussão sobre a retomada daqueles prédios de moradia. A ocupação já existe, agora é a hora de transformá-la em moradia.
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SEXTA-FEIRA (01/11), REUNIÃO ABERTA DE ORGANIZAÇÃO DA OCUPAÇÃO DOS BLOCOS K E L, NA REITORIA OCUPADA ÀS 19H.

QUINTA-FEIRA (31/10), ATO-DEBATE SOBRE O TEMA NO BANDEJÃO CENTRAL NO ALMOÇO E NA JANTA.
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O CRUSP NÃO FOI DADO: UM BREVE HISTÓRICO

Talvez alguns se perguntem qual a motivação da formulação da reivindicação: DEVOLUÇÃO dos blocos K e L? Mas então a reitoria está no espaço de moradia? Estes blocos já foram moradia?

Os prédios do CRUSP foram construídos para alojar atletas dos jogos panamericanos na década de 60. Posteriormente seriam entregues aos estudantes como moradia. Mas isso ficou só na promessa. Tendo ficado vazios, os estudantes decidiram OCUPAR os prédios para transformá-los em moradia. Vale lembrar que eram 12 blocos – nomeados de A até L. Em 1968, o CRUSP foi completamente desocupado pelos militares, com estudantes sendo presos e outros ‘desaparecidos’. Neste mesmo período, os blocos H, I e J foram demolidos para dar lugar a ‘uma rua’ e ao MAC (mais importantes que blocos de moradia estudantil).

Em 1979, doze estudantes REOCUPARAM dois andares do bloco A. Foi a partir desta ocupação que os blocos foram sendo continuamente ocupados, tendo ocorrido sucessivas ocupações nas décadas de 80 e 90. A burocracia universitária, preocupada com a existência da moradia não desejada e não planejada por ela, coloca seu controle sobre o CRUSP de forma intensa a partir de 1996, com a criação do regimento interno e a consolidação da COSEAS (atual SAS).

A SITUAÇÃO ATUAL

A retomada dos blocos não significou o fim da necessidade de lutas pela garantia da existência da moradia estudantil. Pelo contrário, houve um aumento muito grande no número de estudantes sem um crescimento no número de moradia estudantil. Hoje a (des)assistência social trabalha no sentido de convencer os estudantes que necessitam da vaga de que na verdade eles não necessitam, porque podem se virar sozinhos ou porquê há o auxílio-miséria aluguel (que além de não condizerem com os valores dos aluguéis perto da USP são pouquíssimas bolsas). Empurra os estudantes a terem longas jornadas de trabalho para se manterem na universidade, ao invés de garantir seus direitos e possibilitar que tenham tempo livre para estudar. Essa é a política da assistência estudantil: expulsar as pessoas porque não há vagas ao invés de ter um programa real de ampliação das vagas da moradia. 

A história mais recente só comprova o histórico: o bloco A1 NÃO FOI DADO, foi a ocupação da reitoria de 2007 que pressionou pela garantia de sua construção, não a BONDADE E PREOCUPAÇÃO DA BUROCRACIA UNIVERSITÁRIA EM AMPLIAR A POLITICA DE PERMANÊNCIA ESTUDANTIL. A MORADIA RETOMADA, ocupação do térreo do bloco G, espaço da moradia que era utilizado para ‘alojar’ a DPS (Divisão de promoção social) – afinal não tem espaço na USP, temos que usar o espaço da moradia para abrigar a parte administrativa – durou de março de 2010 ao carnaval de 2012, quando foi DESOCUPADA pela tropa de choque em outra ação cinematográfica¬ como a da desocupação da reitoria em 2011, expondo a eficiência repressiva do “Estado democrático de direito(a)”.

Venha retomar o seu bloco!

SEXTA-FEIRA (01/11)
REUNIÃO ABERTA DE ORGANIZAÇÃO DA OCUPAÇÃO DOS BLOCOS K E L
NA REITORIA OCUPADA ÀS 19H.

Comissão de mobilização do CRUSP