ESTUDANTES DA FFLCH REJEITAM A “AUTORIDADE” DA MINORIA E A FARSA DE NEGOCIAÇÃO DE RODAS

As tentativas de desmoralização do movimento por uma minoria da FFLCH foram respondidas massivamente nas assembleias desta quarta feira, dia 30. 

Algumas ações nos últimos dias atentaram contra a democracia do movimento. Uma minúscula minoria de estudantes da Letras (cerca de 20) nesta quarta feira pela manhã tentou desmontar o cadeiraço. Esta ação foi claramente incentivada por mais de 100 professores (algo em torno de 25% do corpo docente da faculdade) que saíram à imprensa com uma nota pública difamando os métodos de luta da greve, inclusive os cadeiraços. 

A reação dos estudantes da FFLCH frente a esta tentativa de queda de braço da burocracia foi uma votação massiva pela continuidade da greve e manutenção dos piquetes. 

No maior curso da FFLCH e da USP, o curso de Letras, nada menos que 787 estudantes estiveram em assembleia. Cerca de 1.500 estudantes em toda FFLCH realizaram assembleias de curso.

Além de demonstrar unidade, o movimento deixou clara sua rejeição contra as propostas apresentadas pela reitoria e avaliadas pelo DCE como um avanço. Foram rejeitadas categoricamente as propostas de estatuinte a ser realizada ano que vem subordinada à burocracia do C.O., e também foram rejeitadas a sinalização de promessa de não punição contra os atuais ocupantes da reitoria e promessas de entrega dos blocos K e L de volta ao Crusp.

Esta combatividade das assembleias de curso da FFLCH devem se expressar na assembleia geral. Por isso fazemos um chamado amplo à participação de todos os estudantes da FFLCH e de toda a USP na assembleia geral que irá ocorrer nesta quinta-feira a partir das 18h em frente à reitoria ocupada. 

R. G.