MANIFESTO CONTRA A REPRESSÃO NA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – UNESP

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Manifesto organizado por docentes e estudantes da UNESP contra os processos de sindicâncias que ocorrem atualmente contra os estudantes. Agradecemos aqueles que se dispuserem a assinar (enviar para: dceheleniraresende@gmail.com). Pedimos que divulguem o mesmo.
 

“Manifesto contra a repressão na Universidade Estadual Paulista – UNESP

 
            No ano de 2013, a UNESP realizou um importante movimento de greves e ocupações abrangendo estudantes, servidores docentes e servidores não-docentes, culminando, inclusive, em duas ocupações estudantis da reitoria da UNESP. Na ocasião, a pauta defendia a criação imediata das condições plenas de acesso e permanência às populações historicamente excluídas do espaço universitário e democracia universitária numa mobilização que perdurou cerca de quatro meses.
 
            A primeira ocupação da reitoria, realizada em 27 de junho de 2013, foi momentaneamente resolvida pela sensatez da negociação. Na segunda, porém, realizada em função de um impasse instalado, houve a intervenção da tropa de choque que desocupou o prédio sem apresentar qualquer ordem judicial para os ocupantes. 
 
            Dos 113 ocupantes, há 12 estudantes sendo acusados, 12 estudantes serão punidos, inclusive havendo três estudantes que sequer participaram do ato de ocupação. Quais os critérios usados para essa acusação seletiva? Tudo indica que a escolha recaiu justamente sobre aqueles que protagonizaram as negociações ao longo dos 4 meses. Tal critério, assim como a brusca mudança na estratégia da reitoria sinalizam para o abandono do diálogo para resolver conflitos, contrariando o que se esperaria de uma instituição que se considera democrática. 
 
            A luta estudantil da USP foi reconhecida pelo poder judiciário sob a alegação: “Frise-se que nenhuma luta social que não cause qualquer transtorno, alteração da normalidade, não tem força de pressão e, portanto, sequer poderia se caracterizar como tal”. Ao revés, a reitoria da UNESP extirpa o direito de reivindicar e de questionar a ordem excludente, elitista e desigual. Seu objetivo parece caminhar no sentido de instaurar uma conveniente inércia ao movimento estudantil que vem se articulando politicamente em vários campi da universidade.
 
            Mediante os fatos, nós, abaixo assinantes, demonstramos nosso repúdio a este processo de repressão institucional instaurado na UNESP e solicitamos o imediato arquivamento dos processos de sindicância contra os estudantes!
 
Assinantes:

Adriana Rodrigues Novaes – Mestre pela UFSCAR
 
Angélica Lovatto – Universidade Estadual Paulista (UNESP)
 
Carlos Alberto Anaruma IB – RC – UNESP
 
Caio Navarro de Toledo – Professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
 
Dora Isabel Paiva da Costa – Universidade Estadual Paulista (UNESP)
 
Dra. Lilian Marta Grisolio Mendes Coordenadora do Curso de Bacharelado em História Universidade Federal de Goiás – UFG/CAC
 
Frederico Daia Firmiano – Prof. Universidade de Passos
 
Gabriella Frazatto Vieira Rosa – Universidade Estadual Paulista (UNESP)
 
Gustavo dos Santos Cintra Lima – Mestrando em Ciências Sociais pela UFU-Uberlândia
 
Heloísa Fernandes – Socióloga Universidade de São Paulo (USP)
 
Joana Aparecida Coutinho – Universidade Federal do Maranhão – UFMA
 
Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida – PUC-SP
 
Marcos Corrêa da Silva Loureiro – Universidade Federal de Goiás (UFG)
 
Maria Orlanda Pinassi – Universidade Estadual Paulista (UNESP)
 
Marisa Eugênia Melillo Meira – Universidade Estadual Paulista (UNESP)
 
Meire Mathias – Departamento de Ciências Sociais (UEM)
 
Milton Pinheiro – Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
 
Murilo Leal Pereira Neto Professor de História da Universidade Federal de Osasco (UNIFESP)
 
Natalia Scartezini – Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMT)
 
Neusa Maria Dal Ri – Professora livre-docente III Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação Universidade Estadual Paulista Faculdade de Filosofia e Ciências – Campus de Marília
 
Nildo Viana Faculdade de Ciências Sociais/Universidade Federal de Goiás
 
Patricia Sposito Mech – Universidade Federal do Tocantins
 
Plinio de Arruda Sampaio Jr. – Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
 
Salvador Schavelzon – Prof. Doutor UNIFESP – Campus de Osasco
 
Silvia Beatriz Adoue – Universidade Estadual Paulista (UNESP)
 
Sílvio Gallo Departamento de Filosofia e História da Educação Faculdade de Educação – UNICAMP
 
Sofia Manzano – Universidade do Sudoeste da Bahia (UESB)
 
Vanderlei Elias Nery – Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais (PUC-SP)
 
Vera Lucia Navarro – Universidade de São Paulo/USP”