O que pensam os candidatos a ditador sobre a PM?

Veja abaixo algumas declarações dos reitoráveis:

Sobre a PM

José Cardoso

“A PM no campus foi introduzida após o assassinato de um aluno no estacionamento da FEA. Sua atuação, no entanto foi disciplinada, no sentido de ter abordagens adequadas à comunidade. A PM no campus não apenas melhora a segurança das pessoas, mas também protege o conhecimento gerado na USP, pois um furto de um computador ou instrumento de medida pode levar consigo vários anos de trabalho que precisam ser preservados. Minha expectativa é no futuro, espero que próximo, a PM não será mais necessária, com ocorre nos campi das grandes universidades americanas, europeias ou asiáticas, nas quais apenas uma pequena guarda patrimonial garante o patrimônio.” (Folha de S. Paulo)

“Quando diretor da Poli, me reuni com estudantes e funcionários a cada 2 meses. A PM deve ser um órgão auxiliar, ela deve entrar aqui quando for chamada. As sindicâncias devem ser analisadas caso a caso.” (debate dos reitoráveis na EACH)

Hélio Cruz

“O convênio com a Polícia Militar deve ser amplamente avaliado e debatido, e isso inclui a análise técnica de dados e dos resultados conseguidos durante a sua vigência. A USP possui grupos de pesquisa de alto nível que devem participar na formulação de sua política de segurança, direcionada para o bem estar de toda a comunidade universitária.” (sobre o programa mínimo da ADUSP)

“Queremos uma polícia que evidentemente não é política. É preciso também rever o atual Código Disciplinar.” (debate dos reitoráveis na EACH)

Wanderley Messias

“Sim [sou a favor da PM no campus], inclusive porque essa é uma demanda da maioria da comunidadeuniversitária. Além do mais, o convênio com a PM foi elaborado com base emprincípios que correspondem às expectativas da universidade por política de segurança pautada na cultura da paz, no respeito aos direitos humanos e naautonomia universitária.” (Folha de S. Paulo)

Marco Antônio Zago

“Se a PM não cumpre bem a sua função fora da universidade, também não cumprirá dentro. O problema maior é o uso de forças violentas para conter manifestações. Uma universidade que não tem discordância é um mosteiro. Queremos discordância, mas sem violência. Temos que admitir que força policial não serve para mediar isso. É preciso diálogo”. (ADUSP)

Nós temos urgentemente que apaziguar a USP. Eu vou ser reitor do mesmo lado que os estudantes. Nós devemos manter o diálogo com os estudantes o tempo todo e não só quando há ocupação. A PM deve ser colocada separado disso, pois ela trata da segurança e não tem nada a ver com o uso da força policial para resolver divergências.” (debate dos reitoráveis na EACH)