Cai o prefeito do campus do Butantã

SidA reitoria da USP afastou o prefeito do campus do Butantã, José Sidnei Colombo Martini, após paralisação dos trabalhadores da prefeitura. Os funcionários sofriam constante perseguição política e lutavam contra as demissões nos serviços de manutenção do campus, que estavam sendo sucateados por empresas de serviço terceirizado.

Desde 2010 Sidnei é Prefeito do Campus, ou seja, desde a gestão Rodas. Sidnei também foi diretor da multinacional francesa Alstom e tornou-se presidente da EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) em 1999. A partir desse cargo, foi acusado de receber R$ 4 milhões para prorrogar um contrato com a Alstom e garantir que mais equipamentos fossem comprados da empresa francesa, sem nova licitação. Em contrapartida, Sidnei autorizou o pagamento de R$ 4,82 milhões à Alstom. O pretexto era de que a empresa francesa “armazenaria” os transformadores que já haviam sido comprados por R$ 110 milhões, devido ao atraso nas obras em uma subestação de energia.

Dos 47 contratos entre CTEEP e Alstom, no período 1999 a 2006, sete foram conquistados sem licitação. Durante sua presidência na EPTE, que em 2001 foi incorporada à CTEEP, Sidnei destinou R$ 333 milhões à Alstom. Em 2006, a empresa foi privatizada e Sidnei continuou presidindo a empresa. Segundo o Ministério Público Federal, a Alstom ofereceu propina equivalente a R$ 23,3 milhões a funcionários do Estado entre 1998 e 2003, nos governos Mário Covas e Geraldo Alckmin, do PSDB.

Em 2003, Sidnei destinou dinheiro para a compra de 40 kits com fornos de padaria para o Fundo Social de Solidariedade, da primeira-dama “Lu” Alckmin. Em 2006, também desviou R$ 60 mil para Jou Eel Jia, o acupunturista do governador Geraldo Alckmin, para que a Associação de Medicina Tradicional Chinesa do Brasil colocasse o governador na capa de sua revista e em mais nove páginas.