As coisas nem sempre foram assim

Como era, como é, como deveria ser…

Como era Como é Como deveria ser e por que
Jubilamento (perda de vaga por desempenho no curso) Houve uma época em que não existia. As regras foram sendo impostas aos poucos Em 2013, o reitor João Grandino Rodas endureceu as regras. Agora, o estudante deve concluir o curso em 1,5 vezes o tempo ideal de conclusão do curso. Cada curso tem ainda outras normas próprias para o jubilamento Não deveria haver. É um mito que o estudante que fica muito tempo na universidade tira a vaga de outros, pois novas vagas não são abertas quando um aluno é jubilado. O estudante deve ter liberdade para estudar. A regra dificulta principalmente os que além de estudar, trabalham
Dupla matrícula Há pouco mais de dez anos, um estudante poderia cursar mais de um curso na USP ou em outra universidade pública ao mesmo tempo Essa possibilidade foi abolida Deveria ser possível. Esse benefício foi extinto para o governo economizar com o ensino público
Listas de presença É difícil precisar quando as listas foram introduzidas. A direção da USP a tem transformado cada vez mais numa escola secundária. Além de introduzir as fotos nas listas de presença, alguns professores passaram a fazer chamadas. Professores do Largo São Francisco e outros mais liberais fazem das listas mera formalidade Não deveria haver. As listas só servem para controlar os estudantes, não para garantir que aprendam. Já estamos bem grandinhos para controlar nossa presença nas aulas
BUSP Até 2012 havia um ônibus circular gratuito, da própria universidade, com várias linhas e que percorriam toda a Cidade Universitária e andavam bastante vazios O ex-reitor Rodas acabou com a frota da USP. Em lugar de estender as linhas internas até o metrô Butantã, fez um acordo com a SPTrans, que colocou apenas duas linhas para servir todo o campus. Os ônibus só andam lotados e embora os membros da universidade não paguem, a reitoria paga cada passagem para a SPTrans, gastando muito mais A reitoria deveria investir na frota própria da universidade, mantendo a gratuidade a todos os usuários, mesmo de fora da USP. Além de melhorar as linhas, deveria estendê-las até o metrô.
CRUSP Havia 12 blocos, que foram construídos para os jogos panamericanos e transformados em moradia pelos estudantes. Havia lavanderia, móveis de madeira, piscinas, quadra de esportes e centro de vivência e área em torno. No início os próprios estudantes controlavam quem morava lá Depois do golpe militar, o CRUSP foi esvaziado. A reitoria pegou dois blocos, transformando em administração da USP, e demoliu outros dois, diminuindo a moradia para 2/3.

A reitoria ainda tirou a administração das mãos dos estudantes, criando um órgão para administrá-la. Todas as facilidades descritas ao lado foram extintas. A estrutura está caindo aos pedaços. Apenas mais um bloco foi construído.

Além de voltar com todas as facilidades, os prédios precisam de séria reforma, inclusive melhoria nos móveis, cozinha equipada, bem como a construção de tantas vagas quanto necessárias. O CRUSP vem sendo destruído pela reitoria, pois é um foco de movimentação estudantil
Venda de bebidas no campus e festas Eram liberadas A reitoria começou a restringir e quer proibir tanto a venda e consumo de álcool quanto as festas Devem ser liberadas. Elas são meio mais tradicional de financiamento do movimento estudantil
PM no campus a PM não circulava no campus A partir de 2009 a polícia foi colocada para reprimir os movimentos de funcionários e estudantes. Em 2011 foi consolidada por Rodas A PM não garante segurança de ninguém. Quando o estudante da FEA morreu, a PM realizava uma blitz há poucos metros de distância. A sua verdadeira função é reprimir as manifestações políticas dentro da USP
Entrada no campus e catracas Era livre Hoje, quem entra na USP de carro precisa mostrar carteirinha. Hoje cada vez mais prédios têm catracas na entrada para restringir a entrada Não deveria haver controle de entrada nem catraca. O controle ao acesso é necessário para privatizar a universidade
Bandejão Era barato, acessível a pessoas de fora da universidade e com menor controle da entrada O bandejão foi reformado. Foram instaladas catracas na entrada, câmeras e um computador que mostra se sua matrícula é válida ou não. Pessoas de fora da USP não podem comer, nem pagando mais caro. O novo sistema acabou com a possibilidade dos estudantes dividirem a comida pagando apenas uma entrada O bandejão deveria ser gratuito e acessível a todos.

 

5 comentários

  1. Jornal da USP Livre, só para constar, NÃO, eu NUNCA pedi para alguém assinar meu nome na lista de presença. Mesmo que isso fosse de caráter estritamente pessoal, eu não o faria; a faculdade pra mim é um prazer e tenho que ser honesto comigo mesmo antes de querer “passar a qualquer custo” em alguma disciplina. Agora se vocês acham esse tipo de atitude “aceitável”, já prova o que eu quero dizer quanto à índole dos editores desse jornal.
    Cada professor tem autonomia para estabelecer como será avaliado cada aluno, alguns exigem presença em sala de aula, sabe por quê? Porque alguns alunos ABUSAM disso e demonstram falta de interesse na disciplina em que eles mesmos estão matriculados. Esse tipo de burocracia só tende a aumentar, e sempre pelos mesmos motivos. Por abuso de alunos espertalhões. Agora basta estender o raciocínio para a questão do jubilamento.

    Agora me diga você, no CRUSP não rola nenhum “esquema”? Todos moradores do CRUSP são as virgens marias da ética e do bom mocismo?

    E outra, eu tenho toda a razão de tratar vocês como eu trato uma página do DCE/PSOLixo pois o discurso de vocês É O MESMO! É raso e sem argumentação. Como você mesmo disse, são ideias vagas.

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  2. Nossa, quanta merda eu li agora. É tanta baboseira sem sentido e infantil que não sei nem por onde começar… a única crítica aceitável aí é quanto ao BUSP, o resto das críticas alegando perseguição política é quase que uma piada.
    Ser contra o jubilamento? Só se for pra vocês manterem sua militância política durante décadas a custo do contribuinte.
    CRUSP na administração dos alunos? Só se for pra perpetuar a panelinha desses parasitas (nem todos que moram lá são assim) que atualmente moram no crusp e fazem de lá uma república privada, tomando para si a coisa pública.
    Sinceramente, Jornal da USP livre. Quanto vocês recebem pra publicar essas bobagens e aliciar as mentes fracas da USP pra militância? R$50,00 + um vale-coxinha?
    Obs: tenho certeza que esse comentário será apagado/negado, agir democraticamente não é com vocês mesmo.

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    • Caro Flautista, pelo nome você é que deve estar querendo aliciar alguém… no caso serão apenas os ratos que irão segui-lo porque de argumento você está muito fraco.

      Tem crítica ao que foi dito argumente, explique, não jogue apenas ideias vagas para supostamente descaracterizar o que está no texto. Então quer dizer que só estudante militante é jubilado? Que lista de presença é uma maravilha e que você (imagino ser a pessoa mais correta da face da terra e assiste 100% das aulas ), nunca pediu para ninguém assinar sua lista de presença? O CRUSP é uma maravilha com a administração da SAS.

      Quando for criticar o jornal da USP Livre! saiba fazer uma crítica. Dizer que o jornal que critica insistentemente a reitoria e os pseudo-esquerdistas ganha “vale coxinha”? Precisa ser mais coerente… ou será um ato falho?

      Última. Não confunda a página do Jornal da USP Livre! com a página do DCE (PSTU/Psol) onde as críticas não são respondidas, aliás são deletadas e a pessoa que criticou banida do grupo. Fale aqui o que você quiser. Mas faça uma crítica de fato, pois vai ouvir o que não quer.

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      • Jornal da USP Livre, só para constar, NÃO, eu NUNCA pedi para alguém assinar meu nome na lista de presença. Mesmo que isso fosse de caráter estritamente pessoal, eu não o faria; a faculdade pra mim é um prazer e tenho que ser honesto comigo mesmo antes de querer “passar a qualquer custo” em alguma disciplina. Agora se vocês acham esse tipo de atitude “aceitável”, já prova o que eu quero dizer quanto à índole dos editores desse jornal.
        Cada professor tem autonomia para estabelecer como será avaliado cada aluno, alguns exigem presença em sala de aula, sabe por quê? Porque alguns alunos ABUSAM disso e demonstram falta de interesse na disciplina em que eles mesmos estão matriculados. Esse tipo de burocracia só tende a aumentar, e sempre pelos mesmos motivos. Por abuso de alunos espertalhões. Agora basta estender o raciocínio para a questão do jubilamento.

        Agora me diga você, no CRUSP não rola nenhum “esquema”? Todos moradores do CRUSP são as virgens marias da ética e do bom mocismo?

        E outra, eu tenho toda a razão de tratar vocês como eu trato uma página do DCE/PSOLixo pois o discurso de vocês É O MESMO! É raso e sem argumentação. Como você mesmo disse, são ideias vagas.

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      • Nossa! Parabéns Flautista! Aluno exemplar! Espero que a sua presença 100% garantida na sala e a sua honestidade em não pedir para ninguém violar a lista de presença em seu nome se estenda para todas as “regras” sociais. Não pode passar no sinal vermelho, jogar lixo no chão, mentir, estacionar em local proibido, furar fila, colar na prova, fumar em local fechado, sentar nos assentos preferenciais no metrô e ônibus, desejar a mulher do próximo etc….

        Com essa “dedicação total” aos estudos, e consideração aos professores imaculados, espero que você aprenda alguma coisa porque ter ou não ter mais de 75% de presença em uma disciplina não é nenhuma garantia de aprendizado ou interesse pelo professor ou pela aula. O jubilamento é uma medida para forçar o estudante a assistir aulas maçantes, mesmo que essas não sejam do seu interesse, mesmo que os professores não ensinem nada (o que acontece na maioria das vezes), mesmo que o aluno não aprenda nada… A tal autonomia que você diz do professor em escolher o modo de avaliação não é generalizada. Há institutos em que a presença é obrigatória e o professor é obrigado a seguir à risca, sem autonomia nenhuma, mesmo que seja contrário ao sistema de chamada. Saiba que na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, as listas existem, mas não existe nenhum controle rigoroso por parte dos professores para saber se os alunos assinaram de fato a lista. Inclusive a lista não fica com o professor, fica na sala de aula, inclusive após a aula, e mesmo alunos que não assistiram a aula, assinam depois que o professor saiu. Será que os alunos da San Fran, serão maus advogados porque mataram algumas aulas ou assinaram, “ilegalmente” a lista de presença? Já em alguns cursos do Butantã tem até chamada no começo e no final da aula!!!!

        Pelo seu “amor” aos estudos e até por sua “crítica” ao DCE, não deve ser da pseudo-esquerda, pior, deve ser simpatizante da Reação. Fato que corroboraria seus “argumentos”. Principalmente em relação aos estudantes do CRUSP, visto como “aproveitadores do suado dinheiro público”…. Você fala dos moradores do CRUSP, mas estes no essencial, não mandam nada na moradia… Quem controla é a SAS! E sobre ela, o que tem a dizer? A administração da SAS não consegue, (ou não quer), nem oferecer sinal de internet para os apartamentos quanto mais fazer uma seleção adequada dos estudantes que realmente precisam de moradia. E sobre isso? O que tem a dizer?

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