Pelo fim da repressão ao movimento estudantil

A burguesia brasileira, seguindo a tendência geral da burguesia imperialista, tem desenvolvido uma ofensiva contra as escassas liberdades democráticas da população. Inúmeras leis são aprovadas no intuito de reprimir o direito de liberdade de expressão e organização política da população.

No Brasil não existe o direito de greve. Os ativistas são perseguidos, demitidos, presos e torturados. No campo, os trabalhadores sem terra são assassinados. Nas favelas, a população pobre sofre com o genocídio policial. O estado democrático é apenas uma camada de verniz que encobre a ditadura contra a população.

Os estudantes da USP, bem como de todo o País, são vitimas desta ditadura. A promotora pública Eliana Passareli, abriu queixa contra os 72 estudantes presos durante a desocupação da Reitoria da USP EM 2011. Em entrevista concedida à imprensa burguesa, a promotora afirmou que os estudantes eram bandidos e deveriam ser punidos pelo código penal por formação de bando e quadrilha.

Imputar o crime de formação e quadrilha aos estudantes que participavam da ocupação de Reitoria é uma medida para cassar o direito de organização política dos estudantes.

A ocupação da reitoria é um típico instrumento de luta do movimento estudantil. Ela foi um centro político que expressou o movimento de luta contra a privatização da USP, contra a invasão da PM e a intervenção do PSDB na universidade.

A campanha para tentar imputar aos estudantes que realizaram um movimento político, crimes comuns, é uma tentativa de cercear o direito a esta e principalmente a futuras manifestações políticas dos estudantes. O PSDB quer esmagar todas as possibilidades de luta dos estudantes em defesa da universidade pública.

A campanha contra os processos criminais movidos contra os estudantes da USP, deve fazer parte de uma ampla campanha pelo fim da repressão ao movimento estudantil, o movimento operário e demais movimento populares.

Nenhuma punição aos estudantes que exercerem o direito de liberdade de manifestação. Sem o direito de organização política a população é submetida ao regime de escravidão e o completo reino das arbitrariedades.

É preciso responder os ataques contra o movimento estudantil nas ruas, com jornais, panfletos, cartazes, manifestações, abaixo assinados, formação de comitês, vídeos e qualquer meio de denuncie os processos e a tentativa de liquidar o movimento estudantil.