O BIROLHO DO PSTU

 

Que porre na festa da calourada acalorada! Ainda sinto minha cabeça girando, e por isso vou fazer uma história do cotidiano uspiano, da bicharada que chegou à Universidade Maravilhosa.

Não me lembro do nome do sujeito, mas era um cabaço da cabeça, sem dúvida alguma. Era birolho, mas estava se achando o tal, porque disse que havia pegado uma “mina”, na festa.

O birolho não sabia que uma seita política havia lançado um exército de feministas para a chamada tática dois, que ocorria na retaguarda da festa, nos cantos mais escuros. E, cá entre nós, com as lâmpadas infra-iluminadas (porém supra-faturadas), toda rua da USP é rua do Matão. Vamos ao relato do birolho:

“Já tô me sentindo integrado com esse pessoal do PSTU! Já me falaram da Palestina, que eu ainda nem sei quem é; da importância das mulheres; me deixaram zonzo com as musiquinhas sobre as mulheres; já me disseram como se faz a política: é só ir nas assembleias e dar informes e mais informes e dar um cansaço nos radicais.

“Tem um chefinho que ensina todas essas táticas. Todos confiam nele e eu também. Ele é o cara: ele diz que tem que baixar o sarrafo no PCO e depois alegar que eles ofenderam uma mulher; diz que tem que falar uma porrada de coisas sobre o diálogo, sobre o debate político e, se o adversário ganhar no debate, nós ganhamos com o barulho, com um microfone amador e uma caixa de som que parece que engoliu uma caturrita; dizendo que ainda não estamos preparados para a mobilização, que a assembleia não é deliberativa, que os participantes não são suficientes, que é preciso recontar os votos, ou é só alterar as atas, mesmo. Aprendi como se faz política na Universidade em um único dia, o dia da festa da Calourada!

“A Manolinha, tadinha, achou que tava arrasando na festa, bebeu um troço estranho, e acordou ao lado de um sapo, que lhe disse: ‘Bom dia, Cinderela!’ Só não entendi por que as feministas do meu novo partido não quiseram comentar sobre isso.

“Meu irmão, birolho como eu, − concluiu o sujeito estranho − não foi aceito na Fuvest, mas foi aceito por uma igreja evangélica. Coitado! O pastor disse que ele tá com o diabo no corpo!” − Essa é a tática dois dos evangélicos, para bons entendedores!

Malcus Talcus