Sátiras sobre soluções para o transporte na USP

Num mundo fantástico onde o sol não brilha, existe um reino onde todos os bruxinhos vão para casa de vassouras novas e de última geração produzidas na China com projetos vindos de todos os outros lugares. Eles voam por nuvens de gases tóxicos que são expelidos pelo dragão que por pouco sobrevive submerso nas águas do rio pinheiros. Entre pedaços de ouro que uns jogam nos outros por pura diversão, passam por rios de chocolate e veem um senhor com cara de pedófilo que lhes oferece um lugar na fábrica. Espertos pelo que aprenderam na TV eles sabem muito bem o que é canibalismo e decidem se refugiar no Castelo do Rei que Nada vê na margem Oeste do rio pinheiros. Lá descobre que aquele-que-não-deve-ser-nomeado-mas-que-se-chama-Rodas ainda roda choroso os salões bonitos e novos da reitora em busca da sua coroa que ele nunca quis perder. O rei morreu, viva o rei! 

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 Alienígenas de cabeça côncava e olhos diminutos invadem São Paulo e impõem o novo regime de transporte. Em cavalos alados seguidos por canto de belas valquírias arianas wagnerianas serão guiados alunos inflados por gás hélio que é servido no bandejão. Raios e trovões teleféricos de transporte ultrarrápido e foguetes balísticos intercontinentais que liberam alunos da esquadra de soldados paraquedistas, são lugar comum para estudantes que se pasmam com sua própria falta de espanto. 

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 Sobe ao governo um grupo neonazista apoiado por grana americana, todos os jornais se enchem de exclamações de clamor. Como primeira ação no governo desregulamentam o transporte por meio de dragões e privatizam o sistema interurbano de disco voadores. As medias tornam os acidentes muito mais realísticos em 3D. Compre seu ingresso no botequim mais próximo!

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 Dinossauros são eleitos reitores da USP e descobrem através de estudos científicos altamente referendados por rankings internacionais que o melhor meio de transporte é o uso de estilingues gigantes que fazem os passageiros passarem a poucos centímetros de sua boca, possibilitam sempre que possível coletar imposto alimentício. A oposição herbívora prefere levar os estudantes pisando neles e os carregando carinhosamente na sola almofadada de suas patas de toneladas de peso.

 

Um politécnico