Each: Zago troca “diálogo” por repressão

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Desocupação não ocasionou nenhuma prisão e nem punição aos estudantes até hoje.

Enquanto fez a campanha de reitor do “diálogo”, dizendo que iria tratar todos na base da conversa, da resolução conjunta dos problemas da USP, consultando opiniões etc. A farsa ficou completa no domingo, dia 30 de março, quando um estudante da EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) recebeu uma intimação para se apresentar em uma delegacia em até 15 dias para dar explicações sobre a ocupação do prédio da diretoria realizada no mês de outubro do ano passado, durante a greve da unidade.

Em meio à mobilização estudantil que está protestando contra a interdição da USP Leste por mais de dois meses e o adiamento sucessivo do início das aulas, a reitoria da USP lança mão do conhecido expediente para tentar calar os estudantes.

A ocupação da diretoria foi uma resposta dos estudantes ao enorme descaso que tanto a direção da EACH quanto a direção da USP, sob o comando de João Grandino Rodas, tiveram com os estudantes, funcionários e professores. A ocupação durou 17 dias até que o reitor-interventor mandou a Tropa de Choque da PM desocupar o prédio.

Os estudantes se surpreenderam com a intimação, já que na ocasião nenhum estudante foi preso e não foi constatado, tanto pela PM como pelo ex-vice diretor, Edson Leite, que houvesse algum dano ao patrimônio público. Portanto, o processo em si estaria supostamente encerrado. Mas a intimação mostra que o processo está aberto e que novos estudantes podem ser também intimados.

Esta é evidentemente uma medida repressiva para tentar frear a mobilização dos estudantes que já ultrapassa mais de oito meses. Com esta medida fica evidente que não existe nenhum diálogo por parte do reitor Marco Antônio Zago como foi propagandeado pela direção da universidade e até por setores como o DCE (Diretório Central dos Estudantes), o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) e a Adusp (Associação dos Docentes da USP).

Zago, assim como Rodas segue os ditames do PSDB, foi escolhido a dedo pelo governador Geraldo Alckmin, sua gestão, disfarçada de democrática, será a continuação da gestão Rodas.