DENÚNCIA: Presidente da Edusp utiliza editora da USP para publicar livros para sua editora particular

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Plínio Martins Filho, diretor-presidente da Edusp, usa e abusa dos motoristas da e editora e ainda usa a Edusp para publicar livros para a Ateliê Editorial.

 

A redação do Jornal da USP Livre! recebeu mais uma denúncia sobre a podridão que impera na burocracia universitária da USP. Recebemos um relato que indica que o Diretor-Presidente da Edusp (Editora da Universidade de São Paulo), Plínio Martins Filho, usa e abusa do cargo ao qual está empossado há mais de 20 anos.

Plínio Martins também é professor da ECA (Escola de Comunicações e Artes) e presidente da Editora COM-ARTE, editora laboratório do curso de Produção Editorial da USP.  Ele é Diretor Presidente da Edusp desde outubro de 1989, praticamente desde o início da fundação da editora que é de 1988.  Para completar o quadro ele é dono, desde 1995, da editora Ateliê Editorial.

Segundo a denúncia Plínio utiliza a Edusp como seu “quintal pessoal”, os motoristas são obrigados a levá-lo e trazê-lo de sua casa em Cotia. E nos dias que ele da aula na ECA eles são obrigados a esperar até o término das aulas.  Plínio também escolhe os livros a serem publicados por meio de critério pessoal e sendo que alguns que são produzidos pela Edusp acabam sendo lançados pela editora particular de Plínio, a Ateliê Editorial, ou seja, o custo da publicação cai todo sobre a editora da USP.

Ainda segundo a denúncia há um caso conhecido na Edusp de uma funcionária que tinha cargo de chefia e foi rebaixada por se recusar a editar um livro da Ateliê Editorial dentro da Edusp. Nossos colaboradores também receberam outras denúncias de que funcionários da editora que são escalados para venda em feiras e  eventos não recebem hora extra. Nossa equipe está fazendo  levantamentos para obter novas informações.

Veja abaixo a denúncia, na íntegra, recebida pelo USP Livre!

“Olá, estou mandando essa mensagem porque sei que somente vocês poderão publicar essa matéria.

Na Edusp, o diretor da casa, Plínio Martins Filho, usa a editora como seu quintal pessoal. Os motoristas da unidade são seus motoristas particulares, indo, inclusive, levar e buscar o Plínio em sua casa, em Cotia, todos os dias! Nos dias que ele dá aulas na ECA os motoristas tem que ficar esperando.

Os livros lançados pela editora são escolhidos segundo seu critério pessoal. Dizem que alguns são produzidos com recursos da Edusp e no fim são lançados pela sua editora, a Ateliê Editorial. Como o presidente e diretor de uma editora pública pode ter uma editora particular? Logicamente ele se aproveita da Edusp para economizar com a Ateliê. Dizem na unidade que uma funcionária se recusou a editar um livro da Ateliê dentro da Edusp e foi rebaixada de cargo, pois antes tinha chefia e a perdeu.

Tudo o que eu estou falando é verdade, só será necessário um pouco de pesquisa.

Abraços”