DENÚNCIA: “Professora da USP teve assinatura falsificada para liberação de MBA da Universidade‏”

São Paulo, 4 de maio de 2014.
 
 
 Saiu no site da USP (http://www5.usp.br/42974/mba-gestao-publica-para-servidores-da-usp-forma-primeiras-turmas/) que no dia 9 de maio de 2014, às 16h, no “Auditório da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, será realizada a cerimônia de colação de grau do MBA Gestão Pública, que irá envolver as duas primeiras turmas do MBA Gestão Pública para servidores da USP. O curso foi realizado pela Escola Técnica e de Gestão da USP (Escola USP), em parceria com a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) e o Centro de Estudos em Gestão e Políticas Públicas Contemporâneas (GPUBLIC) da USP”. 
 
A primeira pergunta a ser feita é qual foi o critério de seleção dos alunos do referido curso, uma vez que não houve publicidade na própria Universidade em torno do fato. A publicidade é um dever de todos os atos públicos e, portanto, todos os funcionários deveriam saber da existência do curso, o que não foi o caso. 
 
 A se dizer que se trata de curso com “viés estratégico”, significa que houve indicação – e, muitos de nós sabemos, que este é o meio fundamental para se fazer politicagem. Quem escolheu e por qual motivo são incógnitas. A questão dos critérios ainda está, no mínimo, nebulosa.
  
O curso de MBA Gestão Pública foi realizado às sextas-feiras, período em que os escolhidos por indicação tiveram o seu ponto atribuído normalmente, recebendo os dias sem trabalhar, o que se trata de uma situação irregular. Esta é uma prática comum apenas a alguns escolhidos da Universidade. 
 
Para tornar a situação pior do que ela já é, no dia 19 de março, a Ouvidoria da Universidade de São Paulo recebeu uma denúncia da professora da USP e ex-coordenadora da Câmara de Cursos da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, Namie Okino Sawada, que aponta uma série de irregularidades. Dentre as irregularidades que o curso de MBA Gestão Pública apresenta, destacam-se o pagamento de uma bolsa de R$ 54 mil a um monitor que já frequentava o curso gratuitamente e o repasse de verba de 10% do total do curso que é somente aplicado quando em convênio com entidades fora da USP (o curso tem verba de origem na Universidade, ou seja, não se sabe a quem seria direcionado tal porcentagem). 
 
A professora ainda aponta que a sua assinatura foi falsificada, uma vez que ela estava afastada de suas atividades na Câmara de Cursos por participar de um evento científico fora do Brasil. A aprovação irregular do curso, com a falsificação de sua assinatura, teria ocorrido em 29 de junho de 2012 e que o fato fora comunicado à Pró-Reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP, Maria Arminda do Nascimento Arruda sem que, ao que parece, ela tenha tomado as devidas providências.

 

Anônimo