Não foi só pelos supersalários – TCE multou Rodas em R$40 mil por terra contaminada depositada na EACH

Na terça-feira, dia 15, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) rejeitou a prestação de contas USP devido a inúmeras irregularidades cometidas pela reitoria da universidade sob o comando de João Grandino Rodas.

Entre estas irregularidades está a contaminação da USP Leste. rodas foi multado em R$ 40 mil por permitir que fosse colocada terra contaminada nesta unidade da USP localizada em Ermelino Matarazzo.

O solo da USP Leste está contaminado desde sua fundação, em 2005. A unidade foi construída em um aterro onde havia lixo orgânico removido do rio Tietê. O local recebeu terra contaminada. Em uma análise há alguns anos, a Cetesb encontrou uma grande quantidade de gás metano, que é tóxico e pode causar explosões se ficar retido em locais fechados.

O caso já era de conhecimento da direção da EACH e da USP, pois a Cetesb já tinha feito exigências para evitar a emissão de gases. O campus foi multado em 2010, em R$ 500,00, por ainda não ter Licença de Operação. Neste mesmo período a universidade também recebeu um Auto de Advertência que exigia a implantação de um sistema que extraísse o gás metano do subsolo do campus Leste. E nada foi feito.

A empresa Servmar, contratada pela USP, analisou o solo do campus da USP Leste e indicou que a terra depositada contém óleos minerais nocivos à saúde. A quantidade de terra contaminada na EACH é de 109 mil m3.

Em 2011, o ex-diretor, Jorge Boueri, um dos também endinheirados, sob a benção de Rodas, contribuiu com a contaminação permitindo o uso de mais terra contaminada que foi depositada no terreno em 2011.

A multa feita contra Rodas é apenas uma medida paliati- va diante do enorme transtorno que os problemas na EACH tem causado aos estudantes. A unidade está interditada desde o dia 9 de de janeiro. Os estudantes iniciaram o ano letivo somente em 31 de março, mas foram espalhados em mais de 16 locais entre duas faculdades na Zona Leste, a Unicid e a Fatec no Tatuapé e dois campi da USP, um em Pinheiros e outro no Butantã. 

a redação