Falta suco no bandejão

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Problema de abstecimento ou estudantes e trabalhadores já estão engolindo seco os cortes de Zago?

Que a má gestão dos governos tucanos levaram o Metrô e a Sabesp ao caos não é novidade para muitos. Agora, com a redução de 30% dos gastos no orçamento anunciada pelo novo reitor “do diálogo” Marco Antônio Zago, a USP é a bola da vez. O déficit orçamentário de R$1 bilhão comparado ao aumento da arrecadação do imposto que sustenta as universidades estaduais (ICMS) leva a uma conclusão óbvia: A incompetência administrativa dos interventores tucanos levaram a USP ao buraco.

Resta saber qual foi a cagada do PSDB que culminou na falta do indispensável suco de amarelo no bandejão central em 14/5/14. Em notas colocadas sobre as preciosas máquinas que fornecem nosso tão esperado líquido, a SAS/COSEAS informou que o corte se deu por falta de abastecimento da Sabesp. Se foi por isso, imagino que o leitor deve se fazer a mesma pergunta que fiz: Como os alimentos foram preparados? Com água de reúso? Isso explicaria a dor de barriga que sinto enquanto escrevo… 

O fato é que essa situação no mínimo esquisita não causou nenhuma alteração no restaurante, nem ao menos colocaram um aviso. Os estudantes pegavam suas bandejas e depois se deparavam, confusos, com a ausência dos copos descartáveis. Minha reação foi: “Putz…podia ter colocado menos farinha…”. “Deveriam dar desconto no valor da refeição!”

Não sendo muito verossímil a alegação da COSEAS, cabe pensar que a falta de líquido para engolir o peso do bandeco já faz parte do corte de gastos do reitorado. De qualquer forma, é a população que paga a conta da péssima gestão dos recursos públicos nas empresas e autarquias comandadas pelos tucanos. Na USP já temos o corte do auxílio refeição para os não moradores do CRUSP durante as férias. Porém, para a Folha de S. Paulo e para o DCE o problema é falta de dinheiro mesmo… Deixam a nós o “direito” de escolhermos entre duas soluções brilhantes: Privatização, ou mais arrecadação. Não podemos engolir seco nem a solução da direita nem a dos pelegos!

A.N