CAMPANHA PARA A PRIVATIZAÇÃO DA USP

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O portal UOL da Folha de S. Paulo publicou hoje uma matéria dizendo que 60 por cento dos alunos da USP poderiam pagar mensalidade. Isso faria com que a USP pudesse pagar o constante aumento de salário dos professores. O valor propostos para as mensalidades seria de R$2600,00, o mesmo valor cobrado pela PUC-Rio.

Essa hipótese de cobrança de mensalidade foi proposta várias vezes ao longo da história por economistas liberais, que sempre utilizam o argumento do “poder pagar” para justificar mais um assalto ao bolso da população.

O problema não é se os alunos da USP podem pagar ou não. A questão é que não devem. Não devem, pois o próprio governo desobedece a Constituição ao não repassar ao ensino tudo o que deveria repassar.

O governo brasileiro anda desesperado para poder pagar os serviços da dívida, que consomem mais de 45 por cento do orçamento. O povo pode passar fome, viver na miséria, dormir ao relento, etc., o que não pode é deixar de pagar a dívida. O governo anda sem recursos: não tem mais de onde tirar dinheiro. Não pode colocar a mão na previdência mais do que vem colocando; não pode deslocar verba de outros setores, graças à política de alianças, pois os ministérios, além de cumprirem, e mal, o que são destinados a cumprir, servem para sustentar os partidos políticos. Além do mais, se o governo cortar verbas ministeriais, a casa cai.

Privatizar, não pode mais, pois tudo o que tinha para ser leiloado já foi. FHC colocou o país à venda e, hoje, o país não tem mais nada para vender.

O único recurso é aumentar os impostos, mas a carga tributária já alcança um terço dos salários. Não dá para aumentar.
E é justamente essa carga tributária o principal problema. O povo não aceita que os impostos que paga sejam revertidos apenas para pagamento de dívida. O povo quer escolas, hospitais, estradas, transportes descentes, etc.

Agora começa a campanha para, além de pagar impostos, pagar também por aquilo que o imposto deveria cobrir. Pagamos impostos para ter uma escola gratuita e, depois, pagamos a escola duas vezes. Isso é roubo.

Daqui a pouco, vamos receber um carnê em casa para pagar ratear a dívida do governo.

Afonso Teixeira

9 comentários

  1. essa mídia que apoia decisões desse governo que quer acabar com aquilo que ainda sobreviveu em nosso pais colocando aliados dele para falir a universidade um jogo sujo desses nossos governadores achando que o povo e babaca, vamos defender a usp,; eles levaram nossa vale do rio doce; eu sou pai ganho 1.800 ACORDA USP NAO VAMOS PAGAR POR ESSA ARMAÇAO OU ARMADILHA DESSES POLItICOS QUE PSDB QUE SO PENSAM NA GELADEIRA OU DESPENSA DELES E FAMILIA E O POVO QUE SI DANE VAMOS DA A RESPOStA NAS URNA A SE NAO FOSSE OBRIGADO IR LA BRASIL PAIS SEM ORDEM E SEM PROGRESSO A FOLHA DE SAO PAULO NAO VEM PERGUNtAR QUAL MEU SALARIO

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  2. Galera, vai estudar, ler um pouco mais sobre economia, história… Seus argumentos são tão rasos que mal podem ser chamados de argumentos

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  3. Só tem que trocar ali o governo brasileiro, para o governo do estado de São Paulo. E a ideia é que somente quem tem condições de pagar que pague. Que não tem condições, ficaria com bolsa na universidade.

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  4. Faço direito no Largo São Francisco, USP, e R$ 2600,00 é mais do que a renda mensal da minha família. Isso seria uma decepção enorme. 60% não é um número considerável sequer para discutir privatização – e quanto aos 40% restantes? Vai me falar que é pouco?! Governinho podre esse nosso..

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  5. O pior é que a USP também tem alunos de baixa renda que não podem pagar por uma mensalidade exorbitante dessas. E ai o que esses alunos vão fazer, abandonar o curso?

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    • Não pagariam, de acordo com a matéria da Folha, apenas os que tem condições que infelizmente são a maioria.

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      • Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.
        E não dizemos nada.
        Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão.
        E não dizemos nada.
        Até que uma dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa,
        rouba-nos a lua, e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
        E porque não dissemos nada,
        já não podemos dizer nada.

        Começa com os que “podem” e acaba com que toda alma penada na USP pagando mensalidade exorbitante

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