NÓS NÃO VAMOS PAGAR A CONTA! NÃO AOS CORTES! FORA OS INCOMPETENTES!

Os tucanos conseguiram! Enfiaram a USP no maior buraco que encontraram. A universidade mais importante do Brasil foi levada à falência graças à incompetência da direita que reprimiu o movimento estudantil, que colocou a PM no campus e gastou os tubos para engordar os bolsos de uma minoria de professores. E agora?

Depois de ter cortado as verbas três meses atrás, o reitor bonzinho, Marco Antônio Zago, comunicou a toda a comunidade uspiana o estado falimentar da universidade e a solução que já estava pronta na gaveta desde que Rodas abandonou o trono: reduzir em 30% os gastos com o Orçamento da USP. 

Segundo a reitoria, há um déficit de R$1 bilhão nas reservas da universidade e só é possível pagar os salários e gastos com pessoal e nada mais.

“Não estão fazendo segredo da lambança”, poderiam pensar os mais incautos. Estão jogando às claras: o PSDB arruinou financeira e organizativamente a USP… agora Zago foi chamado para salvar o dia. Evidentemente, não. Trata-se de uma operação para tirar a batata do PSDB do forno antes que a concorrência o faça.

CADÊ A GRANA?

O dinheiro que agora falta, não parou de fluir. Continua a vir da arrecadação do ICMS em todo o estado. Somou R$4,3 bilhões no ano passado e pode chegar a R$6 bilhões neste ano. Evidentemente, o problema é o que foi feito com esses recursos.

Rodas esbanjou gastos do Orçamento universitário em coisas como a compra de terrenos fora do campus do Butantã, obras na Cidade Universitária, a privatização do ônibus Circular, a adequação da USP à ocupação da PM, os mais de 100 processos abertos contra estudantes, os supersalários de um punhado de professores etc.

REJEITAR OS CORTES

É preciso dizer não aos cortes que Zago pretende fazer e impedir, por meio de uma enérgica luta, que ele o faça.
Somente a mobilização dos estudantes, isso é, do setor que representa a esmagadora maioria na universidade, tem força suficiente para impedir que o plano de destruição da universidade seja levado adiante.
Nesse sentido, o Jornal da USP Livre! convoca todos os estudantes a participar da próxima Assembleia Geral, no dia 22 de maio, quinta, para discutir e organizar a luta:

• Contra os cortes! Que os responsáveis pela crise paguem por ela.

• Pela apuração dos gastos por uma comissão tripartite, proporcional, independente da reitoria e do estado.

• Por Autonomia Universitária, independência da administração da USP com relação ao estado.

• Por um governo tripartite da universidade, proporcional, formado por estudantes, professores e funcionários com maioria estudantil.