OPINIÃO – Mudar a administração da universidade por meio da mobilização e da luta

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Já está circulando a proposta feita pelo deputado estadual do PT Edinho Silva de abrir uma CPI da USP na Assembleia Legislativa.
O deputado petista semeia ilusões. Diz que “só uma CPI é capaz de ajudar a esclarecer de que forma as contas da USP chegaram a esse patamar de comprometimento”.

Se há alguma coisa de que uma CPI é absolutamente incapaz é justamente esclarecer algo tão escandaloso quanto a falência da USP. Ainda mais em uma Assembleia controlada pela maioria de deputados do PSDB e aliados.

Mas o PT não está sozinho na tentativa de enganar os estudantes e conduzir a crise existente na USP hoje para as vias institucionais.
A direção do DCE (PSOL e PSTU) cumpre, neste momento, um papel nefasto. Ao invés de lutar para que a própria comunidade universitária tome as rédeas da situação na USP, apresentam à reitoria uma lista de “pedidos”. Querem, eles também, tirar a iniciativa que cabe ao movimento real de luta dos estudantes e deixar que a reitoria e o governo tucano cuidem sozinhos do problema.
Nesse sentido, a direção do DCE encabeça uma carta assinada por outras 29 entidades estudantis em que pedem, entre outras coisas:

-Que a reitoria se pronuncie sobre a possibilidade de cobrança de mensalidades na USP.

-Que a reitoria exija ao governo que este repasse a quantia de verba correta, determinada por lei, para a universidade

-Que a reitoria discuta os espaços estudantis de maneira global, nos diversos cursos

-Que a reitoria pleiteie junto a SPTrans o retorno das linhas extintas e o aumento da frota de circulares

– Rediscussão do convênio USP-PM

Contra essa vergonhosa capitulação das direções estudantis (PSOL e PSTU), que vêm traindo sistematicamente a luta dos estudantes nos últimos anos, propomos o seguinte programa de luta:

– Não à privatização da USP

– Não à cobrança de mensalidades

– Que a verba pública destinada à USP seja controlada por um governo verdadeiramente democrático da universidade, uma administração tripartite proporcional, com maioria estudantil.

– Não esperar pelo consentimento da reitoria e da burocracia universitária. Retomar os espaços estudantis! Retomar os blocos K e L do CRUSP

– Fim da privatização do Circular da USP. Fim do convênio com a SPTrans. Retomada dos ônibus circulares gratuitos

– Fora PM! Fim do convênio. Ivestigação por uma comissão tripartite proporcional de todas as irregularidades e abusos cometidos.

– Fim dos processos contra estudantes e funcionários que lutaram em defesa da USP contra o governo do PSDB.

Rafael Dantas
estudante de Filosofia e militante do PCO