Palavra Livre do leitor!

Nós, ou vocês não poderiam acompanhar o DESENROLAR do orçamento da Universidade?

Porque através da contabilidade pode-se acompanhar tudo e todo o recurso do orçamento, aliás tem os alunos do FEA que também poderiam contribuir nessa jornada.

Estou aposentada e iniciei o curso de Lic.Ciencias EAD, e as aulas virtuais ocorrem somente aos sábados.

Atentamente
Lourdes

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Olá.

Acompanho vocês tanto pelo site quanto pelo Facebook. Parece-me que a contraposição PCO-PSTU/PSOL possui toda a legitimidade. Primeiro, pois não acho que o DCE esteja ajudando nesta greve da USP. Muito pelo contrário: o pior de tudo é que o Sintusp e a Adusp, prevejo, ainda darão espaço na mesa de negociações com a Reitoria. Mas com qual “mérito”? Nenhum.

A atual gestão do DCE está em pânico. Existe uma real insatisfação com o seu trabalho, mais interessado em conter iniciativas dos estudantes (ora, existem demandas urgentes, é só verem o caso da EACH, abandonada pelo próprio DCE) e a única coisa que realmente fazem é sabotar tais iniciativas.

O pânico também se expressa de outras maneiras. Por mais importantes que sejam outras questões, como a Copa, os gastos com ela, o transporte público, os sem-teto, elas servem também para esconder as falhas internas da luta estudantil. Uma coisa é apoiar tais lutas (e participar delas); outra é fazer de tal apoio a razão de ser. Como são apoiadas tais lutas, não se toca que existe um limite, e o limite é a luta dos próprios estudantes em greve.

É sutil isso, pois apontar isso dá a entender que se é reacionário. Não. Todas estas lutas são importantes; o que não pode é usar tais lutas pra esconder as falhas do movimento estudantil, que vai seguir a reboque, mais uma vez. Sinceramente, o Jornal da USP precisa, acho, fazer uma análise da presença dos estudantes na greve, com seus problemas e suas qualidades, de forma real e sincera.

Por mais que eu concorde que, quando as burocracias impedem o esclarecimento das necessidades dos estudantes – por isso, devem se auto-organizar e, se for o caso, praticar a ação direta -, é preciso fazer a análise dos aspectos regressivos do movimento estudantil. Atualmente, a USP vive uma crise por causa de seus próprios excessos, é bom que se diga, e isto inclui a inépcia do DCE.

O Observador