QUO VADIS? – Marco Antonio Nero

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A nova gestão da reitoria vai ser fogo! Marco Antonio Nero, o mais novo imperador do diálogo já começou arrasando com a USP. É corte, é EACH interditada, é… fogo! Literalmente.

No dia 16 de abril, parte da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo ardeu em chamas. A faculdade passa por uma daquelas reformas intermináveis que só servem para sugar o dinheiro da USP (olha lá para onde vai o dinheiro que agora está faltando!). No teto tem uma lona grande, para evitar a queda de materiais e reboco e a fiação elétrica está à mostra. Esta combinação levou a um curto-circuito, o estopim do desastre previsível.

Não foi um grande incêndio, de cinco dias, mas foi o suficiente para interditar sete salas de aula e quatro estúdios. Outras partes do prédio também estão interditadas devido às reformas.

O prédio tombado, projetado por um comunista, foi transformado em ruínas pelas seguidas administrações da direita no governo do estado. Mas não parece ser suficiente e parte dos docentes quer a interdição completa do prédio, chegando a ameaçar de chamar o Ministério Público para alcançar o objetivo.

Como solução paliativa, os estudantes terão aulas nos espaços – ainda – liberados do prédio e tendas improvisadas do lado de fora.
Na EACH, a comunidade universitária foi retirada de lá antes que uma cena similar ocorresse. Claro, não por gosto da reitoria, mas por muito grito dos estudantes. A concentração de gás metano em algumas áreas foi registrada na faixa de 5 a 15%, e é considerada explosiva.

A reitoria sempre negou qualquer problema na EACH, como também se abstém de falar da FAU. Nero sonhava em devolver os eachianos à USP Leste por mera manobra burocrática (e, quem sabe, queimá-los de vez). Agora, no entanto, percebeu que o legal não é queimar, mas destruir e isto já foi feito com a EACH e com a FAU.

E agora, para onde vais, Marco Antônio Nero? Qual é o próximo prédio a pegar fogo? Lúcio Falsi
O aluno/morador registrou um Boletim de Ocorrência n°1559/2014 no 93° DP do Jaguaré e dará prosseguimento às incumbências legais.

Por causa desse fato de agressão física e, de outros fatos que circulam à boca miúda, tais como: vigilância da vida pessoal dos alunos-moradores, assédio moral e físico, bem como a conivência com crimes entre alunos-moradores, pretende-se abrir um debate amplo sobre o caráter da “segurança” na moradia estudantil, buscando um diálogo com os moradores do CRUSP, primeiro por meio deste abaixo assinado. Solicita-se a exoneração do funcionário Luciano D. Pinto e a reformulação da segurança do CRUSP, através de assembleias gerais e um Grupo de Trabalho para elaborar um Manual de Convivência com a participação de todos os moradores.

Lúcio Falsi