Reitor cogita PDV

Como já dissemos, o anúncio da reitoria de que a universidade está em uma crise financeira, serve para justificar o aumento dos ataques à universidade. Uma declaração do reitor Marco Antônio Zago que foi publicada na Folha de S. Paulo confirma esta tese.

Na coluna de Mônica Bergamo, do dia 30 de abril, ela afirma que a alta cúpula da USP considerou a possibilidade de criar um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para “diminuir” a crise financeira. Os PDVs geralmente são apresentados como um benefício para o funcionário, oferecendo todos os direitos e um bônus, mas caso não haja o número necessário de demitidos, o restante da meta é feita sem qualquer ganho.

Obviamente, o reitor desconversa, afirma que foi cogitado, mas que não será feito agora. Segundo ele a arrecadação pode aumentar e pessoas podem se afastar da universidade neste período sem os benefícios de um PDV, que geraria gastos imediatos para a USP.

O plano até pode ser um benefício pessoal para um professor que se demita, mas para a USP apenas irá aumentar a crise e o desmonte da universidade. O quadro de docentes já está desfalcado, as contratações foram congeladas e com a possibilidade de um PDV, a situação deve se agravar.