Zago vai fechar bandejões!

Reitoria quer fechar restaurantes que atende milhares todos os dias.
Reitoria quer fechar restaurantes que atendem milhares todos os dias.

Nem começou o ano letivo e os estudantes e funcionários da USP vão sofrer mais um golpe.

A política de privatização do PSDB na USP, por meio do seu representante, o reitor “bonzinho”, Marco Antônio Zago, deve acarretar no fechamento dos restaurantes universitários do campus Butantã.

O serviço essencial que atende dezenas de milhares de estudantes e funcionários da USP pode simplesmente acabar por falta de funcionários. Com o Programa de Demissão Voluntária (PDV) colocada em marcha pela reitoria no final do ano passado está acarretando na saída de funcionários dos bandejões.

O PDV, que não se estende aos docentes, está sendo aplicado pela Superintendência de Assistência Social (SAS), é direcionado a funcionários que tem entre 55 e 67 anos, com mais de 20 anos de carreira na universidade. A adesão é estimulada por meio da ilusão de supostos benefícios financeiros. O gasto previsto pela reitoria é que sejam oferecidos até R$ 400 milhões para o PDV. A adesão mínima já foi atingida e a expectativa do reitor “bonzinho” é que haja 100% de adesão. O objetivo é enxugar o quadro de servidores da universidade, demitindo 3 mil funcionários.

Com o PDV a reitoria está forçando os funcionários a trabalharem dobrado.
Com o PDV a reitoria está forçando os funcionários a trabalharem dobrado.

Com o PDV diversos setores de trabalho estão desfalcados. Um exemplo evidente dos resultados dessas demissões são os restaurantes universitários, que mesmo no período de férias não estavam funcionando normalmente.

Antes da aplicação do PDV, a USP contava com cerca de 240 funcionários que trabalhavam sob administração direta, em jornada de 40 horas semanais de segunda a domingo. Eles produziam três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar).

No restaurante central da USP há apenas dois funcionários servindo as refeições e outros dois para lavar as bandejas, o que vem acarretando em filas intermináveis. A política da reitoria é deixar que a situação fique insustentável com a volta às aulas e force o fechamento dos restaurantes.

O Superintendente da Assistência Social, um dos cupinchas do ex reitor, o interventor, João Grandino Rodas, e multicargo, Waldyr Antônio Jorge, que acumula ainda outras posições na USP, de Superintendente do Hospital Universitário e Diretor da Faculdade de Odontologia, quer aumentar a jornada de trabalho para encobrir o desfalque, principalmente nas unidades que já possuíam um dos maiores déficits de funcionários, como é o caso do restaurante da Física.

Esta situação acarreta o aumento da jornada de trabalho há também o aumento do nível de acidentes de trabalho e assédio moral das chefias orientadas pela reitoria que cada vez mais exigem um ritmo de trabalho fora do normal.

A reitoria já fechou o restaurante da Prefeitura do Campus por falta de funcionários.

Os restaurantes universitários são um serviço essencial para os estudantes como parte da manutenção dos estudos. Não podem ser de maneira nenhuma fechados pela reitoria. É necessário mobilizar para impedir o fechamento e a manutenção dos funcionários e contratação necessária para seu funcionamento.

8 comentários

  1. Desconsiderem os comentários dos que apoiam o fim do subsídio na universidade. Não vale a pena perder tempo com essa gente. O lugar deles é nas faculdades particulares de esquina.

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  2. Já passou da hora de os estudantes darem o exemplo fazendo um revezamento para cozinhar, lavar a louça, limparem os prédios e banheiros da universidade. O povo de SP está cansado de pagar impostos para mantê-los.

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