O CARNAVAL DA HISTÓRIA. COM QUE ROUPA EU VOU? ACADÊMICOS DA IMORALIDADE

Três macacos sábios: sugestão de fantasia de carnaval.
Três macacos sábios: sugestão de fantasia de carnaval.

Este texto apresenta algumas sugestões de fantasias para a folia dos historiadores & companhia.

  1. Uma ótima dica para orientadores que gostam de orientar à força (aprisionar orientandas sem dizer por que motivo) é a fantasia de senhor de escravos. O traje de Pinochet também cai bem para esse tipo de aberração.
  1. Para coordenadores de curso extremamente autoritários, omissos e ímprobos, que utilizam seus cargos para legitimar práticas como abuso de poder e assédio, a roupa adequada pode ser de a HitlerSharon ou Costa e Silva. Se o coordenador gosta, além disso, de torturar alunas (que fazem denúncias), simulando, repetidas vezes, que a coordenação irá efetivar a troca de orientação para depois não realizar a transferência, o traje de Coronel Ustra também é bem apropriado.
  1. Docentes incoerentes, pseudo-marxistas, omissos, que escolhem seus orientandos com base em critérios pessoais ou de forma ilegal, mas consideram uma injustiça e uma afronta uma estudante solicitar formalmente a troca de orientação por assédio, censura e abuso de poder, podem trajar a vestimenta de Che Guevara juntamente com um nariz de palhaço.

    Para os pseudo-marxistas: Che Guevara com nariz de palhaço.
    Para os pseudo-marxistas: Che Guevara com nariz de palhaço.
  1. Estudantes covardes e carreiristas, que consideram como natural orientadores e professores humilharem e assediarem alunos e funcionários, podem escolher entre as  fantasias dos três macacos, de  “não ouço”, de “não vejo” e  de “não falo”. Esses trajes de macaquinho também são bem adequados para o discente carreirista, porque este adora repetir e imitar seu orientador.
  1. Reitores, vice-reitores e pró-reitores devem se vestir de baiana, utilizando uma saia bem rodada para proteger os ímprobos e ilegais de denúncias fundamentadas.
  1. Mágico é a fantasia que deve ser usada por diretores de faculdade e administradores para sumirem com sindicâncias e processos administrativos.

AGORA, É SÓ  ESCOLHER A FANTASIA E CAIR NA FOLIA DOS ACADÊMICOS DA IMORALIDADE.

Katya Parcianello (*)

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*Minhas denúncias (iniciadas em agosto de 2013) se referem à improbidade administrativa da Comissão Coordenadora do Programa de História Econômica (CCP) – desligamento ilegal e imoral do curso; omissão em relação às acusações formais e circunstanciadas sobre assédio* cometido pelo orientador e a petições protocoladas; emissão de resolução com conteúdo ideologicamente falso como resposta ao meu pedido de transferência de orientação; prisão arbitrária ao orientador; prevaricação; coação; abuso de pode; desídia na verba pública federal empregada na minha pesquisa, etc. Fui injustificadamente impedida de trocar de orientação pelo próprio orientador (quem eu denunciava formalmente) e pela COMISSÃO COORDENADORA DO CURSO DE HISTÓRIA ECONÔMICA – CCP (para quem enviei dez [10] ofícios solicitando a troca de orientação, pedindo justificativas e denunciando o comportamento do orientador). Meu desligamento do programa foi ilegal. Ele ocorreu sete meses antes do prazo final para o depósito da pesquisa, apesar de eu ter concluído a dissertação (financiada pela CAPES), ter sido aprovada no exame de qualificação (seis meses antes do prazo máximo) e ter cumprido todas as disciplinas com conceito máximo (ainda no primeiro semestre do curso). O desligamento é ilegal porque não seguiu os trâmites previstos no Regimento da Pós-Graduação da USP (não foi deliberado pela CCP nem foi referendado pela CPG, desrespeitando os artigos 40§XII e 35 §XII), não consta em ata e teve como pretexto um e-mail informal (sem assinatura e com denúncias), enviado nesse contexto de tortura. O desligamento além de ilegal é imoral: se eu quisesse concluir o curso e realizar a defesa teria que me submeter a condições indignas (coação).  A coordenação do curso se omitiu de forma dolosa e continuada, diante das minhas acusações de assédio protocoladas, claras, explícitas e circunstanciadas (perante a minha resistência em permanecer sozinha em reuniões de orientação que duravam quase seis horas ­– e também de não aceitar pressões para beber café, de acompanhar o orientador em situações não acadêmicas e de consentir comentários pessoais e “sentimentais” – diante disso, como represália, passei a escutar ofensas morais, e as retaliações injustificadas na pesquisa se intensificaram). No mínimo em oito (08) ofícios e e-mails, eu escrevi as palavras “assédio”, “ofensa moral”, “constrangimento”, “críticas pessoais”, etc. Nesses documentos, apontei situações específicas (escrevi: “intimidações e insinuações”, “censura”, “graves assédios, com agravamento da condição feminina”…) e citei frases do orientador (como por exemplo, “que eu era insuportável”, “que ‘não fazia elogios”, que “tinha algo dentro de mim que o irritava”, que “a bolsa [CAPES/DS de pesquisa que eu recebia] lhe pertencia”, que “o magoava”). Enfim, esses ofícios demonstravam de forma clara como eu era constrangida. Em depoimento policial, o coordenador do curso afirmou que a única atitude que tomou “foi conversar com referido professor”, que “disse que nada de especial estava acontecendo”. Ou seja, já que o orientador não assumiu que me assediava, ele tinha o direito de me “aprisionar” à sua orientação e nada mais precisava ser feito pela coordenação. O orientador, por sua vez, assumiu, no seu depoimento, que se recusou a assinar a ficha de transferência de orientação, o que ele denominou de “formulário de renúncia” (considerando a aluna como propriedade). Porém, no depoimento, ele não apresenta nenhuma razão para tal atitude. Se o problema estava em mim, por que o orientador não abria mão de orientar a aluna problemática? A coordenação do curso também se negou a justificar esse comportamento irracional, apesar de eu ter solicitado tal justificativa nas minhas petições protocoladas. Querer orientar um aluno à força (contra a vontade do estudante) é uma atitude razoável e assentada em princípios éticos e acadêmicos ou um comportamento doentio? Como uma coordenação pode legitimar tamanha aberração? O fato de eu já ter trocado de orientador sempre serviu, tanto ao orientador quanto ao coordenador do curso, para me intimidarem e me submeterem a todas as arbitrariedades (inclusive para me coagirem a não pedir nova troca de orientação). A troca de orientação nunca foi efetivada, apesar das minhas solicitações protocoladas e de haver ofício assinado por um professor disposto a assumir a orientação (como me solicitou a própria Comissão Coordenadora desse curso, através de resolução formal). As instância administrativas da USP (OUVIDORIA – em agosto de 2013, a PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO – julho de 2013, a COMISSÃO DE ÉTICA – novembro de 2013, a DIREÇÃO DA FFLCH – dezembro de 2013 e a REITORIA – fevereiro de 2014) receberam as minhas denúncias sobre improbidade administrativa da Coordenação do Programa de Pós-Graduação em HISTÓRIA ECONÔMICA e pedidos de ANULAÇÃO do desligamento. Porém, até o momento, não recebi nenhuma resposta sobre elas; essas instâncias da USP, ilegal, imoral e irracionalmente, pedem que eu continue aguardando (o que caracteriza a PREVARICAÇÃO da Instituição). Fui cientificada, pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, 27/09/13 e Direção da FFLCH, 02/12/13, sobre a abertura de um procedimento administrativo (Proc. Rusp. Nº 2013.1.23387.1.1) para apurar as minhas denúncias, mas a USP se recusa de me dar acesso ao resultado de tal procedimento. Apesar da existência desse Procedimento Administrativo (Proc. Rusp. Nº 2013.1.23387.1.1) iniciado em 2013, curiosamente, a Comissão de Ética solicitou (novembro de 2013) para ser foi instaurada uma sindicância, para averiguar o mesmo caso. A Direção da FFLCH instaurou a Sindicância (Nº 2014.1.1609.8.0) apenas em junho de 2014.  Em outubro de 2014, a Diretoria da FFLCH informou que a comissão sindicante (instaurada pela Portaria nº 018/2014 de 05.06.2014) ainda não tinha nem mesmo se reunido. Esta sindicância, além de tudo, é uma fraude, pois omite a responsabilidade administrativa (omissão e ilicitudes) da Coordenação do Curso (que recebeu a denúncia e pedidos protocolados), principal responsável pelo ocorrido. A USP tem o dever de responder oficialmente: Por que minhas denúncias formais foram desconsideradas pela coordenação desse curso? Por que fui arbitrariamente impedida de trocar de orientador? Por que o desligamento ilegal foi efetivado ao invés da transferência de orientação? Minhas denúncias são sobre comportamento dos funcionários públicos no exercício dos seus cargos e sobre atos ilícitos administrativos (com documentação comprobatória).