Devaneios sobre um BUSP melhor

Representação "gráfica" de como os estudantes usufruem do  BUSP diariamente.
Representação “gráfica” de como os estudantes usufruem do BUSP diariamente.

Chegaram ônibus novos para o BUSP. Novamente a caixa-preta do transporte público diz que a SPTrans comprou, mas quem pagou? Afora os ônibus novos, nada de muito especial. Ainda são menos ônibus do que a quantidade necessária, as empresas de ônibus ainda ganham 18% de lucro fora que fraudam o sistema de partidas, fazendo menos viagens do que o necessário e ganhando mais do que deviam. A título de comparação as montadoras faturam 10% de lucro no Brasil, o dobro da média mundial e é um absurdo, imagine então 18% prestando um serviço líquido e certo sem medo de prejuízo porque o poder público paga bilhões em subsídios. E tarifa zero que é bom nada. Ah nada de apologia às montadoras também, estas fraudam o conteúdo nacional mínimo, choram sempre por descontos no impostos e tem as mais variadas facilidades como todo tipo de estímulo ao uso de carros e gastos bilionários em estradas. E nem falarei das concessionárias para não encher o saco.

E como pode ser o BUSP?

 Estação do metrô Praça do Relógio:

A princípio não seria, se a reitoria e cupinchas não tivessem imposto mil e um problemas para estação Butantã ser instalada na praça do relógio. Talvez ainda seja possível puxar um ramo ou fazer um estação por lá, quem saberá?

Enquanto isso não acontece….

Menos assentos:

Pela experiência grande parte das viagens é de menos de 30 minutos, feito por pessoas jovens que no fim das contas estão apressadas. Assim colocar menos assentos nos veículos poderia ser uma solução, com menos assentos o ritmo de movimentação das pessoas é maior. Os assentos ficariam restritos as laterias e ao fundo do ônibus ou como faz o metrô, naquele formato alternado difícil de descrever.

Sem catracas:

Aliás se não precisassem de catraca ou menos imaginativo e mais conservador, se as catracas forem no ponto de ônibus – podemos abrir todas as portas e ninguém precisa empurrar ninguém para sair do ônibus ( ou não sair e ter que descer um ponto depois).

Varais para Mochilas:

Grande parte dos usuários tem mochilas, bolsas, etc pesados. Um sistema como de algumas linhas da CPTM que tem um “varal” de barras de aço que permitem acomodar as bagagens, ou seja, um bagageiro seria ideal. Não adianta dizer que precisaria de um setor de achados e perdidos. |Sempre se precisa de um setor de achados e perdidos.

Maior frota nos horários de pico:

Alguns ônibus poderiam ser colocados só no horário de pico, com as alterações ditas.

Saída descentralizada:

Os ônibus poderiam sair de outro lugar que não o pequeno terminal Butantã, competindo com ônibus metropolitanos que não tem pressa em se posicionar.

E por ai vai, a lista é imensa.

Afinal se o sistema de transporte da maior faculdade da América Latina não é ideal, qual vai ser?

Não é nem modelo nem nada. Aliás ao se referir ao BUSP e transporte em geral, as palavras sempre são de que temos a compreensão de que as coisas estão melhorando aos poucos. Agora para acariciar o mercado financeiro, eles pedem rapidamente o sacrifício humano de milhões sobre o “altar da bolsa de valores” no ritual da austeridade.

Para a auditoria do sistema de transporte paulistano, acesse:

http://www.sptrans.com.br/verifica/

J.B.