Retrô

Cena do filme, 1984, com o "Grande Irmão", ao centro,  observando a tudo e a todos.
Cena do filme, 1984, com o “Grande Irmão”, ao centro, observando a tudo e a todos.

Teoricamente 1984 é retrô, já são 30 anos do futuro distante, assim as inovações e modernidades de hoje nos remetem a um passado ruim e não a um futuro melhor.

Queria há algum tempo fazer um artigo sobre um BUSP. onde as pessoas que tivessem o cartão busp ou passassem o bilhete único com integração emprestassem o bilhete para aqueles que não fazem parte da “comunidade USP”, ou seja terceirizados e visitantes. Porém, as câmeras de vigilância já invadiram o BUSP.

Sim, leitor, agora temos uma espécie de chamada no BUSP também, além do que é feito nas salas de aula, e aqueles que não fazem parte da lista seriam ou convidados a sair ou pior talvez começaram a ser chamado ao banco reservado aos réus por falsidade ideológica.

Os reitores nunca mostraram acanhamento em protocolar processos e criminalizar os movimentos. Chazinho com o reitor só para os capachos de 1a ordem, o populacho rebelde pode ficar na secretaria – da cadeia é lógico.

Infelizmente mais uma vez temos um direito tolhido e pior, menos um meio de aliviar a carga daqueles que proporcionalmente mais carregam na sociedade. E como sempre o silêncio…

Ficaremos quietos? Imóveis de braços cruzados?

Ainda é possível com restrições. Compre adesivos e cole na câmera já que é hábito dos motoristas e cobradores se ausentarem do veículo. Enquanto isso um pequeno contingente pode passar sem pagar. Pular catraca? Sempre dá também, mas é menos sutil? Quebrar a câmera é ideal e queimar o ônibus espetacular. Escolhas não faltam, faltam aqueles que as tomem.

Para evitar que mais uma vez a catraca seja a peça mais importante do ônibus.

J.B.