Bolsas, moradia, alimentação…ONDE FOI PARAR O DINHEIRO?

Mesmo com orçamento para custear a permanência estudantil ter dobrado todos os auxílios estão sofrendo cortes e diminuindo

Por trás da propaganda de ser o "reitor bonzinho" Zago passou a tesoura cortando tudo pela frente.
Por trás da propaganda de ser o “reitor bonzinho” Zago passou a tesoura cortando tudo pela frente.

Por ano cerca de 10 mil alunos ingressam na USP. Desse montante, 5 mil são atendidos anualmente pela Superintendência de Assistência Social (SAS) que se for com a cara dos estudantes pode distribuir mais de 1,5 mil bolsas, entre elas de alimentação, trabalho e vagas no CRUSP.

O dinheiro para o financiamento da permanência estudantil, que é um direito do estudante e não um favor da universidade, é oriundo dos imóveis que são da USP, em especial aqueles de herança sem testamento. A USP conta com cerca de 200 imóveis nessas condições.

E de acordo com o próprio reitor “bonzinho” Zago e Waldyr Antonio Jorge, que ocupa o cargo de Superintendente da SAS, além de colecionar outras inúmeras posições na USP, como diretor da Faculdade de Odontologia e Superintendente do Hospital Universitário, o orçamento para gastos com permanência estudantil dobraram. Mas, onde foi parar esse dinheiro?

Certamente nas bolsas de auxílio estudantil não foram, caso contrário por que a reitoria teria demitido no final do ano passado todos os monitores das salas pró-aluno, as salas de informática que ficam disponíveis ao uso dos estudantes, para recontratar novas pessoas no início desse ano com um valor de bolsa reduzido em 30% (de R$ 545 para R$ 400)?

Ou porque ainda no ano passado a reitoria teria anunciado um corte de 73% nas bolsas de iniciação científica, pós-graduação, laboratórios e outras bolsas de monitoria?

Waldyr Antônio Jorge, Superintendente da SAS desde a gestão Rodas, é o responsável pelos cortes de bolsas no CRUSP.
Waldyr Antônio Jorge, Superintendente da SAS desde a gestão Rodas, é o responsável pelos cortes de bolsas no CRUSP.

O bandejão da Prefeitura do Campus, por exemplo, foi fechado com a aplicação do plano de demissões voluntários (PDV) agora os demais restaurantes correm o risco de irem para o mesmo caminho. O mesmo pode ser dito das creches da USP, que cancelaram as vagas de crianças e bebês para novas turmas de 2015.

Certamente para muitos, incluindo os próprios Waldyr Jorge e Zago, garantir bandejão e creche não se aplica a permanência. Os estudantes discordam. Sem os bandejões o gasto com alimentação pode aumentar em até 10 vezes, levando em consideração que o estudante faz três refeições ao dia (café da manhã, almoço e jantar) e as creches para as mães estudantes poderem manter seus estudos (até porque levar um bebê para uma aula de cálculo não é o ideal).

No CRUSP não é nem um pouco diferente. Por ano cerca de 800 estudantes se inscrevem no programa de moradia estudantil dos quais apenas de 100 a 150 conseguem uma vaga. Para dizer que não deixou o estudante no relento, a SAS oferece como paliativo uma bolsa-aluguel miserável de R$ 350, que obvio não é suficiente para pagar o aluguel nem de uma casa de árvore no Butantã.

Mas se o orçamento para tudo isso dobrou, o que justifica todos os cortes? Certamente o dinheiro foi parar no buraco negro da USP junto com as vagas do CRUSP da creche e o bandejão.

Um comentário

  1. Oi,

    Onde eu tenho acesso aos dados que comprovam o aumento do valor direcionado ao custeamento da permanência estudantil e ao número de inscritos para o recebimento dos auxílios: moradia e transporte e demais bolsas.

    Abraços!

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