Espaços estudantis estão ameaçados pela burocracia universitária

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Não é só na EACH que há problemas com os espaços dos estudantes. O chamado piso do museu do prédio da FAU, historicamente controlado pelo movimento estudantil, está sendo ameaçado pela diretoria da unidade. Sob o argumento de regularização do espaço, a diretoria quer tirar a autonomia dos estudantes e usar o andar para seus próprios objetivos.

A regularização do espaço foi o mesmo argumento usado pela reitoria para fechar o espaço histórico do Diretório Central dos Estudantes, esquecido pelas últimas gestões. Desde 2009, o espaço foi fechado, sendo inclusive alvo de ocupações e de uma reforma eterna, mas o espaço nunca mais foi devolvido para os estudantes.

Essas “regularizações” na prática significam tirar o espaço do controle estudantil e colocá-lo sob administração da burocracia universitária. Historicamente as “regularizações” de espaços estudantis, feitas por meio de licitações da USP, tem como consequência a retirada da autonomia financeira das entidades estudantis e de seu funcionamento, como, por exemplo, o aluguel de espaços para alguns serviços básicos como xerox, cantinas, papelarias, gráficas entre outros, deixaria de ser repassada direto aos estudantes e teriam que ser solicitadas à faculdade e aprovada pelas direções das unidades, foi o que aconteceu também com o Centro Acadêmico da Enfermagem, no ano passado.

O ataque aos espaços dos estudantes é um ataque direto ao direito à livre organização do movimento estudantil. Sem um espaço próprio, é muito mais difícil os estudantes conseguirem local para reuniões, assembleias e demais atividades.

Assim como os estudantes da EACH estão demonstrando, não podemos aceitar a retirada dos nossos espaços em nenhuma unidade, ou perderemos todos os espaços.