O 11 de setembro da USP

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Na noite do dia 1º de setembro de 2015, um estudante foi baleado dentro da Cidade Universitária. Menos de 24 horas depois a reitoria acertou com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, um convênio, que deverá ser assinado nessa quinta e implementado já na segunda-feira, 7.
A rapidez surpreende. Lembra como os Estados Unidos iniciaram uma guerra em menos de um mês a partir de um fato: o atentado às torres gêmeas em Nova Iorque.
Se foi feito pelo próprio governo norte-americano, como alegam alguns, se o governo sabia e deixou ocorrer ou se foi uma simples coincidência, não dispomos de meios para saber com certeza. O fato é que a guerra já estava planejada, o interesse era o controle do petróleo, não o combate ao terrorismo, e o atentado permitiu que isso acontecesse.
Esse é um truque clássico da burguesia para aprovar medidas impopulares. Na USP não é diferente. Há semanas a imprensa capitalista vinha fazendo campanha sobre a insegurança do campus, o aumento do número de assaltos etc. De maneira conveniente, para a reitoria, mais um fato trágico acontece na universidade para justificar o aumento significativo da repressão, já que o convênio anterior ficou em um impasse diante da intensa luta contra a presença da PM no campus.
Coincidentemente, o convênio anterior também foi precedido pela morte de um estudante no estacionamento da FEA.
Outro fato interessante é que nos dois casos a polícia já estava dentro do campus. E cada um dos casos serviu para aumentar essa presença.
Uma operação que só pode ser feita devido a uma grande manipulação da imprensa, pois a presença da PM na Cidade Universitária só tem servido para aumentar o número de assaltos e de crimes em geral, como admite o próprio relatório da polícia.
Está claro, nesse quadro, que a polícia não traz segurança. Pelo contrário, traz insegurança a todos. Não faz nem um mês que houve uma chacina em Osasco, em que todas as evidências apontam para a PM. Mais, reportagem do R7 mostrou que das 14 chacinas que ocorreram em São Paulo esse ano, dez foram precedidas por mortes de policiais, mostrando o predomínio da atuação dos conhecidos esquadrões da morte.

O convênio

Esse convênio prevê implantar de 80 a 120 militares na universidade, que já estavam sendo treinados para tal, bem como a instalação de 638 câmeras de vigilância. Atualmente são apenas 59 (declaradas).
O tal modelo japonês, Koban, prevê um guarda fixo em cada uma das diversas bases que serão instaladas no campus para promover uma “integração” dos estudantes com os policiais. Evidentemente uma maneira mais fácil de vigiar as atividades estudantis, tais como já fazem os porteiros do CRUSP, que fornecem à reitoria relatórios detalhados sobre a vida privada dos moradores.

Mais do que nunca: Fora, PM, da USP!

A reitoria e o governo do PSDB quer transformar a USP em um verdadeiro campo de concentração, onde os estudantes, professores e funcionários serão permanentemente vigiados; uma maneira de a reitoria e de o PSDB tentarem impedir a reação ao plano de privatização da universidade.
O golpe mostra a urgência do governo e da reitoria. Querem aumentar a repressão para intensificar os ataques à universidade. Por isso, mais do que nunca é preciso lutar contra a presença da Polícia Militar na USP.

15 comentários

  1. Calma meu amigo, continuarás a fumar sua maconha, continuarás financiando bandidos . A USP é um universo paralelo, repleto de intelectuais, que de tamanha intelectualidade, conseguem produzir esses “maravilhosos” textos de puro devaneio.
    Muito me preocupa o futuro do país, se um estudante da melhor universidade do país, cujo entende-se que faça parte do corpo discente por possuir um alto nível de inteligência, possua tal pensamento. Se possui uma linha de pensamento deste, no que tange ao pequeno universo da USP, imagine o que esta mesma pessoa acha que sabe do mundo… Bem preocupante.

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  2. O autor desse texto deveria ser pendurado pelos mindinhos do pé e obrigado a pedir desculpas por tanta estupidez para com a humanidade.

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  3. Ler o que escreve um ESQUERDOPATA é algo hilário. Os MANÉS falam em burguesia como se eles não fossem burgueses. Receitam fórmulas da ESQUERDA SOVIÉTICA, coisa tão esdrúxulas que até eles não aceitam se mudarem para CUBA.

    Coitados!

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  4. Nunca li tanta asneira na minha vida, vcs preferem deixar a usp do jeito q ta cheia de violencia e insegurança doq tomar medidas de controle? E mais PPusp feminina nao vai mudar nda, ja q eles n tem poder de fazer nada, ou aumentar os onibus, td bem q precisa fazer isso msm, mas vou fazer oq? Quando tiver sendo estuprada ou sofrer um assalto eu fujo de busao? Acorda gente! Teoria da conspiraçao ridicula, olhem pra fora da sua sala de aula idealista e irreal e vejam a realidade das melhores universidades do mundo, do mundo cruel que vivemos e parem de achar q suas medidas pífeis vao solucionar problemas graves. “Medidas impopulares” só se for pra voces, pq a grande maioria da usp é a favor da pm e de cameras pq ngm merece viver c tnt insegurança e violencia na universidade. Se voces estao com medo de repressao de crimes entao tem algo errado ja..

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  5. Eu acabei de ler um monte de merda! Tem que ter segurança no campus e é pra já! Quem luta pra não ter policiamento e se sente vigiado é porque coisa boa não deve estar fazendo, pois quer tanto esconder.

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  6. Parem de ser noiados, ninguém tá nem aí para o que vocês pensam. Até parece que em pleno século XXI a maior conspiração de São Paulo (a ponto de matar uma pessoa) seria contra uns 10 comunistinha que ninguém ouve. Existem milhões de maneiras de lutarem a favor da USP, a internet ta aí para fazer todo mundo ser ouvido, então não pensem que a PM dentro do campus tem como objetivo reprimir 10 comunistinhas sem noção da FFLCH que acha que o Rodas e o Governo de São Paulo tem um plano maligno contra a USP. Lutem pela sua universidade, fazem muito bem, mas não pensem que tudo é feito pra reprimir suas opiniões.

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  7. até pq não foi um aluno da faculdade encontrado na raia olímpica morto quando não tinha policiamento lá, a policia ser despreparada é uma coisa, achar que a segurança lá ta boa é outra

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  8. O problema é a USP fornecer tanto auxílio a São Remo pra eles virem matar os estudantes. A USP devia começar a cortar o auxílio.. a cada assalto ou morte, a São Remo perde um benefício… E pronto. Esses policiais ficam ocupados dando enquadro nos maconheiros e deixam de fazer o serviço útil que é proteger o povo… Não quero polícia na USP, mas também não quero correr o risco de ser assaltada e levar um tiro.. e qual é a solução então? Pior isso é acontecer justo com o pessoal da FFLCH que na maior parte é comunista e defende o direito das minorias… aí os caras vão e atiram nos alunos que lutam por eles! Esse aluno fazia até trabalho voluntário como professor de literatura numa comunidade carente.. Tem que falar com esse povo na língua deles.. blz, a USP dá váriosss benefícios para vcs, mas não tumultuem aqui se não vão perder os benefícios pq aqui ninguém é otário, tá ligado? É essa a minha ideia…. se tiverem uma solução melhor, favor informar, pq só vi crítica e nenhuma proposta nessa matéria…

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  9. Bom, primeiro comparar um caso de proporções históricas e mundiais com o incidente de ontem é bizarro pra dizer o mínimo. Segundo que o sensacionalismo “datenístico” do texto me da verdadeiro nojo. Assim como o original do “jornalista” da Band. É triste imaginar que esse é o pensamento da esquerda. DUVIDO que tenham pesquisado sobre o que seria a “polícia comunitária” e talvez os seus lados positivos. NÃO! É algo da PM, partiu da reitoria, ELES QUEREM NOS DESTRUIR. É um complexo absurdo que muitos dos alunos da Letras tem. Nunca me esqueço do dia em que um helicóptero sobrevoou a FFLCH durante a assembleia e os estudantes que lá estavam temeram que o exercito estava de olho na nossa greve. Enfim, acho que vale a pena tentar a policia comunitária pq o modelo é promissor e infelizmente não existe solução viável mágica e colorida (50 tons de vermelho?). A situação de segurança da universidade esse ano é péssima e precisa de uma ajuda. Aumentar o efetivo da PM não funcionaria mesmo, concordo. A cidade inteira tem polícia e é insegura. Aí a reitoria tenta algo que de certa pensa (pelo menos na teoria) nos estudantes, e o povo grita desse jeito? Ah, por favor.

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  10. O que o “estudante” estava fazendo ao ser baleado pelo policial? Estava em uma roda de estudos? Estava indo na biblioteca buscar um livro? Porque não dão essas informações na noticia?

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    • Você leu a notícia? Esta ou qualquer outra sobre o assunto? O estudante não foi baleado por um policial.

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