A luta contra o golpe é a locomotiva para as outras lutas dentro da USP

Ato Contra o Golpe realizado na Faculdade de Direito da USP.

A questão política mais importante no Brasil atualmente é o estado avançado em que se encontra a tentativa de golpe de Estado. Nas Américas aconteceram golpes em Honduras, Paraguai e no Equador recentemente. Na Argentina, Maurício Macri hoje governa como um ditador, por decretos e dando extremos poderes às Forças Armadas.

Após os golpes dados em tais países e em outros vários em volta do globo, toda a classe operária e os estudantes sofreram e sofrem enormemente. O golpe no Brasil é planejado pelo imperialismo, assim como nos outros países, e setores da burguesia nacional levam adiante esse plano: no caso partidário, principalmente o PSDB.

Foi durante os governos Tucanos de José Serra e Geraldo Alckmin que o desmonte, o sucateamento e os ataques frontais foram feitos às universidades públicas. Em 2007, José Serra retirou o pouco de independência que existia nas Estaduais Paulistas. USP, Unicamp e Unesp tinham uma certa independência em gerir seus próprios recursos. Bolsas foram retiradas, auxílio na permanência estudantil e um legítimo ataque com a PM reprimindo estudantes.

Na continuação, Geraldo Alckmin diminuiu o repasse o ICMS para as universidades estaduais paulistas numa tática muito conhecida da direita: você sucateia a universidade, para de contratar professores, funcionários e investir em infraestrutura e pronto! Você pode mostrar para toda a sociedade que qualquer entidade pública é um fracasso e precisa ser privatizada.

Lutar contra o golpe é primordial pois, se um governo tucano subir ao governo, todo o ataque será direto contra a universidade e principalmente contra os alunos. Nada de assembleias que serão vigiadas. Cortes totais em auxílio na permanência estudantil. Privatização da USP.

A luta contra o golpe é a luta pelos estudantes, pela USP e pelos trabalhadores. Sem essa luta, ficaremos a mercê da privataria tucana. É preciso mobilizar toda a comunidade uspiana e principalmente os estudantes nessa luta. O avanço golpista é avassalador e se queremos uma USP livre, queremos uma USP livre da direita e dos golpistas. A luta contra o golpe é a locomotiva para todas as outras reivindicações das universidades públicas.