BUSP, ninguém aguenta mais

O Busp surgiu da necessidade da reitoria em controlar o público que circulava pela cidade universitária. Antes deste tipo de transporte, usava-se circulares internos, que não eram tão controlados assim. Existiam algumas linhas que circulavam por dentro e em volta da USP que não continham catracas, era apenas usar, livre. Qualquer um podia usar, quem morasse em volta, pessoas que teriam de ir no Hospital Universitário, qualquer cidadão. Era só usar.

Com o passar do tempo, a reitoria precisou impor um controle ainda maior de quem entra e sai da universidade, ou seja, precisou tirar os pobres de dentro.

Dai surgiram os Busps, uma alternativa que não geraria uma grande revolta entre os estudantes e ao mesmo tempo serviria para o objetivo. Junto disso, foram criados os cartões Busp para estudantes e funcionários. Estes possuem gratuidade, no entanto, os que usavam os ônibus mas não tinham vínculo com a faculdade, foram expulsos.  

Na atual situação, o Busp se encontra extremamente precário. O número de veículos é extremamente menor que o número necessário para a demanda de estudantes. Todos os dias estão superlotados, com filas gigantes.

Com isto, quem vai para universidade em seguida do trabalho não consegue chegar no horário certo, ou pelo menos, jantar, por conta da lotação dos ônibus, ou por sua demora. Nas saídas, para fugir destes problemas, algumas pessoas começaram a pegar ônibus alternativos que também levam ao Terminal Butantã, mas que pagam a passagem.

Zago, o reitor bonzinho com sua política de cortes destrói cada vez mais a melhor universidade do país. Sua privatização é o objetivo. É preciso que os estudantes se mobilizem contra os ataques da reitoria e lutem pelos seus direitos.