Os ataques da reitoria

A universidade pública não deve cobrar mensalidades pois é através dos impostos que ela se mantém (mais especificamente do ICMS) certo, para que possa se dedicar não aos interesses do capital, mas aos interesses dos estudantes, da melhoria do ser humano. Só que não.

No ano passado dois editoriais da folha de São Paulo promoveram a ideia de que começasse a se pagar mensalidades na USP, a maior e mais importante universidade da América Latina.

Mas quem fez isso foi a reitoria? Olha só o que já fazem na universidade pública.

Empresas privadas que dominam e determinam o curso das pesquisas, cursos de extensão pagas com o a utilização dos recursos da universidade; retiradas de benefícios dos trabalhadores como diminuição das aposentadorias, falta de contratações de professores e funcionários, terceirizações, ou seja um sucateamento geral da universidade.

E os estudantes?

A liberdade dos estudantes era muito maior antes dos ataques tucanos. Cursos de extensão como de línguas para todos os alunos, sem o controle excessivo de cartões e burocracia. E pior; sem o contrato com a Polícia Militar dentro dos campi.

Toda essa evolução mostra o caráter pérfido do reitor Marco Antônio Zago. Ele é escolhido pelo próprio toscanu Geraldo Alckmin. A ligação entre os dois é direta.

Sem professores e funcionários a universidade pública vai se desfazendo. Salas superlotadas, filas no bandejão, BUSP e em todo lugar que se olha, fechamento das vagas nas creches, diminuição do direito à cotas (raciais e para estudantes de escola pública).

Isso tudo levou aos editoriais para que se cobrassem mensalidades. O ataque é enorme e o reitor é cúmplice e juíz de toda a destruição da universidade pública.

Para isso serve a reitoria. Esses são os ataques da reitoria e do reitor Zago

Fora Zago!

Fora PM!

Poder Estudantil!