Porque a USP não é livre

A política que esta sendo levada há anos pela reitoria é a preparação para a privatização. Neste sentido, toda repressão que é imposta dentro da universidade tem um objetivo.

No decorrer dos anos, na USP aconteceram diversas mudanças que desenvolveram o processo de privatização. Foram instaladas diversas câmeras em vários pontos, catracas foram colocadas nas faculdades, a entrada e saída de pessoas passou a ser controlada cada vez com maior rigor em vários pontos dos campi, e por fim, o firmamento do convênio com a Polícia Militar para atuar dentro da Cidade Universitária.

A PM foi imposta dentro da mais importante universidade do país para poder reprimir, em primeiro lugar, a luta da comunidade universitária, com suas greves, piquetes e ocupações, contra a destruição da universidade pública. É a repressão ao livre direito de manifestação para levar, na base da pancada, a política de privatização da universidade, defendida por uma camada minoritária no seu interior e impulsionada de fora, pelo governo de direita do PSDB no estado de S. Paulo.