Eleições relâmpago são contra a luta dos estudantes

Cinco dias de eleições para o DCE da USP resultam numa campanha que não fortalece a luta dos estudantes

As eleições para o DCE  deste ano começaram nessa segunda-feira,4, irão até o dia 14, com a votação começando no dia 12, terça-feira. Entre o dia 4 e o dia 12 são oito dias, dois dos quais são fim de semana, não tendo aula, e um deles, sexta-feira, é um dia em que muito estudantes nem têm aula, do que se pode concluir que para decidir o novo DCE temos apenas cinco dias para quase 100 mil alunos conhecerem 10 chapas, impossível.

O processo eleitoral curtíssimo faz com que os estudantes não tenha tempo de tomar contato, debater e entender as posições, quanto mais decidir sobre qual chapa apoiar. Ele provoca uma eleição com pouquíssimo espaço de debate, o que desmobiliza o movimento, o resultado disso é a queda acentuada do número de estudantes que votam.

A eleição relâmpago sempre foi usada para manter controle do sistema político, quanto menos debate, menos espaço para a oposição, melhor para aqueles que governam. O Sr. Eduardo Cunha concorda com o DCE. Na sua reforma política ele e a direita golpista do PSDB, DEM, etc. diminuíram o tempo de campanha.

A eleição do DCE deveria ser feita de forma ampla, para que o maior número de estudantes participe, a melhor maneira seria realizar um grande congresso de estudantes da USP e decidir o DCE lá com amplo debate num processo que aumente o movimento e não seja um entrave a ele.