Carta-manifesto – A USP precisa se levantar contra o golpe

É preciso ampliar a mobilização contra o Golpe na USP. (Foto: Thiago Silveira)

Estamos em um momento crucial da História do nosso País.

Os mesmos que em 1964 deram um golpe militar, impondo vinte anos de silêncio e sofrimento ao povo brasileiro, novamente estão colocando em marcha um golpe, agora contra o governo do PT.

Se antes havia dúvidas quanto à intenção de derrubar o governo Dilma Rousseff, elas se desfizeram diante da tentativa de prisão do ex-presidente Lula, do vazamento de informações sigilosas e obtidas de maneira ilegal por Sérgio Moro, e a reunião da comissão que vai decidir pela abertura do processo de Impeachment. A situação política evolui a toda a velocidade em direção ao golpe e cabe às forças progressistas e democráticas impedir que ele seja vitorioso.

O golpe tem como principal articulador o imperialismo norte-americano e viria, nesse momento, para terminar de destruir o patrimônio brasileiro, roubar o petróleo e liquidar as conquistas trabalhistas e todo tipo de benefício social.

Para conseguir tal objetivo é necessário um regime extremamente repressivo. Por isso, ao golpe necessariamente se seguiria um regime de exceção, uma ditadura.

O imperialismo vem procurando se implantar nas universidades, financiando movimentos, como é o caso do MBL, movimento que convoca as manifestações da direita e que é um nome fantasia para a organização Estudantes pela Liberdade, seção brasileira da organização norte-americana Students for Liberty e que atua de forma bem conhecida na Venezuela, de modo a desestabilizar o governo chavista. Outro modo de agir é por meio da cooptação nas universidades, como há várias denúncias. Dentro da USP esse jornal esteve à frente da luta contra a direita que tentou tomar o DCE de assalto e liquidar o movimento estudantil e que é parte da direita golpista que agora está procurando levantar a cabeça no País.

Diante do golpe em marcha, o Jornal da USP Livre se coloca à frente da luta antigolpista e antifascista, uma luta que ameaça a a USP enquanto universidade pública e gratuita, enquanto polo de pesquisa e desenvolvimento, bem como todas as universidades públicas do País, os serviços essenciais e todo tipo de conquista e direitos democráticos da população.

Em defesa da USP e de todas as universidades públicas do País é preciso resistir ao golpe. Em defesa soberania nacional, dos direitos dos trabalhadores, dos direitos democráticos da população em geral, é preciso que a USP se some ao movimento nacional que já conta com centenas de milhares de pessoas e diga: NÃO AO GOLPE.