A tarefa do momento é barrar o golpe

O Brasil está dividido. Centenas de milhares de pessoas foram às ruas para pedir a saída de Dilma Rousseff e número igual ou superior se manifestou contra a saída dela. Pelos atos, pelas manifestações espontâneas, é possível ver que a maioria está se levantando contra o golpe. Até porque os golpistas são uma minoria entre a população. Num momento como esse, essa é a questão chave e deve estar em primeiro plano.
Todas as demais questões estão subordinadas a esse problema central da situação política nacional. Se o golpe for vitorioso, a direita passará por cima de todas as demais reivindicações com um trator. O caráter público e gratuito da universidade estará ameaçado, e que dirá reivindicações como acesso e permanência.
A questão colocada é de tal gravidade que todos que estão na USP podem compreender facilmente: Quem domina a USP é o PSDB. Esses são os golpistas. Se sob o governo do PT eles fazem o que fazem, se tiverem o poder total do Estado nacional amanhã a situação para todos ficará muito pior.
O que está em jogo não é o governo do PT, como muitos pensam, mas direitos políticos e, portanto, também questões econômicas, já que sem direitos não é possível defender os interesses econômicos.
Muitos com razão acham que o governo do PT não defende efetivamente o interesse dos trabalhadores e do povo. Mas ele foi eleito. O que a direita quer é um governo imposto pela força, o que significa que se ela conseguir se impor, também pela força vai impor um programa político e econômico duríssimo contra toda a população.
Foram os estudantes da USP que, em 1977, romperam a barreira imposta pelo regime militar e pela primeira vez em muitos anos tomaram as ruas em passeata. Agora, a situação exige que essa atitude se repita. É preciso criar um movimento dentro da universidade contra o golpe e contra a imposição de uma nova ditadura. Chamamos todos a se somarem a essa luta.

Chapa USP Contra o Golpe
Abril de 2016