Enquanto isso nas eleições do DCE

Alguns destaques do debate entre as chapas realizado na FFLCH no Espaço Verde no prédio das Ciências Sociais na última semana

 

E só deu golpe…

O tema do golpe (ou da não existência dele, como alegam alguns), foi central em todo o debate. Apesar de tentarem, não tinha como escapar dele.

Cadê o exército lilás, amarelo, roxo?

Para quem já acompanhou eleições anteriores do DCE estranhou ao ver que não tinha nenhum exército colorido na plateia assistindo ao debate. Em anos anteriores a chapa da situação (PSol e PSTU) uniformizava seus membros para dar a impressão de que eram grandes, enormes, representativos, mas muitos percebiam que o tal exército não passava de uma claque de roupa colorida. No debate, essa mesma claque estava lá, mas à paisana. Como a gestão está por baixo, sem crédito entre os estudantes, a impressão que dá é que querem passar a ideia de que tem apoio dos estudantes em geral, um apoio verdadeiro e não artificial como de fato é.

Quem, eu?!

Falando em chapa da situação, a “Reviravolta”, chapa do PSTU, como se separou do Psol, finge que não é e nunca foi gestão, não para de criticar o DCE que não fez isso e não fez aquilo. Mas eles também eram gestão! Alguns diriam: “É uma autocrítica”. Não se enganem, é cara de pau mesmo! No debate, a chapa virou e revirou falando da questão da proporcionalidade para a direção do DCE. Agora que estão separados do PSol e as chances de ganharem o DCE são mínimas é conveniente que a direção da entidade seja formada por membros de várias chapas, pois em anos anteriores, quando era líquido e certo que ganhariam a entidade eram contra esta proposta… Peroba Neles!!!! Ah!!! Vale ressaltar também que a direita não é tema de preocupação desta chapa. Que não enxerga golpe, direita fascista etc.

 

Ato falho

Ainda sobre a chapa Reviravolta, o que dizer das frases “Não queremos MAIS controlar o aparelho do DCE” e, depois de tecer críticas à maneira como o DCE funciona “Não concordamos mais com essa política”.

A arte de não responder

Durante a rodada de perguntas da plateia, a chapa do Movimento Negação da Negação e Enfrentamento (Ex-Rizoma), “Tomar de Assalto”, foi questionada por um estudante que queria entender por que enquanto eles falam tanto contra repressão, defendem “Lula na Cadeia”. Ficamos sem a resposta…..

Por falar em não responder….

A chapa da direita golpista “USPInova” também “ficou sem palavras” quando foi questionada pela chapa “USP Contra o Golpe” sobre o seu suposto “apartidarismo”, enquanto apoia os atos da direita coxinha e o que fazem diante das agressões A qualquer alma um que use vermelho na rua e em manifestações. Também foi perguntado a eles se, sendo defensores da queda de Dilma, eram a favor do Temer ou do “Fora Todos”… A resposta também não veio.

Sou contra, MAS sou a favor!

Em se tratando de enrolação e dissimulação, a chapa da LER-QI/MRT/Às Ruas/A Plenos Pulmões e afins, “Meu Canto de Guerra” foi exemplar. Na sua apresentação até chegou a empolgar alguns ao atacar a direita dizendo que era necessário usar todas as forças para barrar essa ofensiva, MAS… Com as MESMAS FORÇAS atacar também o PT e seus ajustes. A justificativa? Lutar contra a direita e lutar contra o PT para não se adaptar a nenhum bloco. Mas vão lutar de que lado? Na 3a dimensão?

Apoiamos os fascistas da Paulista, mas temos medo da FFLCH

A dissimulação não é uma virtude para poucos. A chapa golpista “USPInova”, com seu “orador”, digno de palestra motivacional, fez todo um discurso procurando ser simpático com os estudantes sabidamente hostis à direita.

A máscara logo caiu quando durante o debate ao serem questionados sobre as cotas disseram ser contra. Um aluno da plateia imediatamente gritou “Racista!” e o tal “orador motivacional” disse que por esse tipo de manifestação ele tinha medo de aparecer na FFLCH (!). Curioso esse “medo” para alguém que defende os fascistas que batem em qualquer pessoa que aparente ser de esquerda nas passeatas da direita.

Para não dizer que não falei em privatização

Para fechar com chave de ouro aí vai o novo termo que a direção da USP vem apresentando para aplicar a privatização da USP e que a chapa da direita “USPInova” está repetindo na sua campanha: “Flexibilização da captação de recursos para a universidade”